O Corecon-MG publica nota de repudio às agressoes sofridas pela presidenta do Cofecon

O Conselho Regional de Economia de Minas Gerais (Corecon-MG) manifesta sua mais profunda solidariedade à economista Tania Cristina Teixeira, presidenta do Conselho Federal de Economia (Cofecon), e à coordenadora de Comunicação do Cofecon, Renata Reis, diante dos recentes ataques, agressões verbais e manifestações de desrespeito direcionados a ambas.

O Corecon-MG repudia de forma veemente toda e qualquer conduta que busque constranger, intimidar, desqualificar ou desrespeitar profissionais no exercício legítimo de suas funções. Tais atitudes não apenas atingem individualmente as pessoas envolvidas, mas também afrontam os princípios da ética, do respeito institucional e da convivência democrática que devem nortear as relações no âmbito do Sistema Cofecon/Corecons e da sociedade como um todo.

Ao longo de sua trajetória, Tania Cristina Teixeira tem prestado relevantes contribuições à profissão de economista, atuando com dedicação, competência e compromisso em defesa da categoria e do fortalecimento institucional do Sistema Cofecon/Corecons. Sua gestão é marcada pelo diálogo, pela busca permanente do aperfeiçoamento das instituições e pela construção coletiva de soluções para os desafios da profissão. Sua presença na presidência do Cofecon representa, ainda, um importante avanço na ampliação da participação das mulheres em espaços de liderança e tomada de decisão.

Da mesma forma, Renata Reis exerce papel fundamental na comunicação institucional do Sistema Cofecon/Corecons, contribuindo para a transparência das ações desenvolvidas, para a aproximação com a sociedade e para o fortalecimento da imagem e da relevância da profissão de economista.

É inadmissível que mulheres que ocupam posições de liderança, representação e destaque profissional sejam alvo de ataques, ofensas ou tentativas de deslegitimação. O respeito à dignidade humana, à diversidade de opiniões e ao exercício profissional deve prevalecer sobre qualquer forma de agressão, discriminação ou violência.

Neste momento, o Corecon-MG reafirma seu apoio irrestrito à presidenta Tania Cristina Teixeira e à coordenadora de Comunicação Renata Reis, reconhecendo suas trajetrias profissionais e sua dedicação ao fortalecimento das instituições que representam a categoria dos economistas.

Reiteramos, ainda, nosso compromisso com a defesa de ambientes institucionais pautados pelo respeito, pela ética, pela civilidade e pela valorização da participação das mulheres nos espaços de representação e liderança. Não há espaço para agressões, intolerância ou qualquer forma de violência nas relações profissionais e institucionais.

Que este episódio sirva de reflexão e reforço à necessidade de preservarmos o diálogo respeitoso, a responsabilidade nas manifestações públicas e o compromisso coletivo com os valores que fortalecem nossas instituições e a democracia.

Conselho Regional de Economia de Minas Gerais – Corecon-MG

XXXII Prêmio Brasil de Economia está com inscrições abertas

Prazo para participar vai até 22 de junho. Ao todo são R$ 19 mil em prêmios para trabalhos em quatro categorias 

O XXXII Prêmio Brasil de Economia (PBE) configura-se como uma das mais tradicionais premiações da área econômica no país. Promovido pelo Conselho Federal de Economia (Cofecon), o prêmio busca reconhecer trabalhos que contribuam para o desenvolvimento da ciência econômica e para a compreensão dos desafios econômicos e sociais do Brasil. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas por meio da plataforma oficial da premiação: pbe.cofecon.org.br.

“O Prêmio Brasil de Economia é um reconhecimento à excelência intelectual e ao compromisso da profissão com o país. Valorizar a produção técnica e científica é fortalecer a própria capacidade de pensar o Brasil de forma mais eficiente e sustentável, sem perder de vista a justiça social”, destaca a presidenta do Cofecon, Tania Cristina Teixeira. 

Prêmios 

A edição de 2026 contempla quatro categorias: Livro de Economia; Artigo Técnico ou Artigo Científico; Artigo Temático; e Monografia, Artigo ou Trabalho de Conclusão de Curso de Graduação em Ciências Econômicas ou cursos conexos aprovados pelo Cofecon.  

Os prêmios são de R$ 8 mil para o primeiro colocado da categoria Livro; R$ 4 mil para o melhor trabalho na categoria Artigo Técnico ou Científico; e R$ 3 mil nas categorias Artigo Temático e Monografia de Graduação, sendo que nesta última o segundo colocado recebe R$ 1 mil. Também haverá menções honrosas para os três primeiros colocados em todas as categorias (cinco na categoria Monografia). 

Temas 

Os trabalhos inscritos podem abordar temas que vão desde teoria econômica e economia brasileira até economia regional, sustentabilidade fiscal, inovação tecnológica, setor público, integração econômica e questões interdisciplinares ligadas à área. 

Neste ano, a categoria Artigo Temático traz como eixo central “O papel do Estado e do Orçamento Público para o desenvolvimento econômico e social do Brasil”, propondo uma reflexão direta sobre planejamento, qualidade do gasto público, sustentabilidade fiscal e o papel estratégico do economista na formulação de políticas públicas. A proposta dialoga com um dos debates mais sensíveis da agenda nacional: como transformar orçamento e planejamento em instrumentos efetivos de desenvolvimento, redução de desigualdades e fortalecimento federativo. 

Inscrições 

As inscrições podem ser realizadas até o dia 22 de junho, exclusivamente pela plataforma oficial do prêmio: pbe.cofecon.org.br. Para as categorias Livro e Artigo Técnico ou Científico, podem concorrer economistas e demais profissionais devidamente registrados e regulares junto aos Corecons. Já as categorias Artigo Temático e Monografia/TCC são voltadas a estudantes de Ciências Econômicas e cursos conexos reconhecidos. No caso da categoria Monografia, a inscrição é feita exclusivamente pelos Conselhos Regionais de Economia. O regulamento completo, com exigências específicas de formatação, critérios de elegibilidade e documentação necessária, está disponível no site da premiação. 

Vencedores de 2025 

Livro de Economia
1º Lugar: Ladislau Dowbor. Título: “Os desafios da revolução digital”; 
2º Lugar: Alexandre de Freitas Barbosa. Título: “Celso Furtado: Trajetória, pensamento e método”; 
3º Lugar: Gustavo Nunes Mourão e Mari Aparecida dos Santos ( e 7392/PR). Título: “Planejamento e Desenvolvimento Regional”. 

Artigo Técnico ou Científico: 
1º Lugar: Tomás Amaral Torezani. Título: “O Papel dos Setores Formal e Informal na Evolução da Produtividade Brasileira”. Instituição: ANPEC – Associação Nacional dos Centros de Pós-graduação em Economia; 
2º Lugar: Ademir Antonio Moreira Rocha e Eduardo Gonçalves. Título: “Medindo o efeito causal da adoção do Sistema de Plantio Direto sobre áreas naturais do Brasil”. Publicado pelo site ScienceDirect; 
3º Lugar: Claucir Roberto Schmidtke e Pedro Cezar Dutra Fonseca. Título: “Estado Novo de Vargas: Um Caso de Populismo Econômico?”. Publicado pelo site Brazilian Journal of Political Economy. Revista de Economia Política – Centro de Economia Política. 

Artigo Temático – COP 30 – 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (Conferência das Partes)”: 
1º Lugar: Luiz Gustavo Ismael Hellmann. Instituição: Unesc – Universidade do Extremo Sul Catarinense; 
2º Lugar: Bruno Almeida de Azara. Instituição: Universidade Federal do ABC; 
3º Lugar: Êmili Decesare de Oliveira. Instituição: Universidade de Passo Fundo. 

Monografia de Graduação: 
1º Lugar: Felipe Marques Prado. Título: “Análise Espacial da Pobreza Multidimensional no Norte do Brasil”. Instituição: Universidade Estadual de Santa Cruz; 
2º Lugar: José Henrique Oliveira Costa. Título: “Análises sobre a relação entre cadeias globais de valor e pegada ecológica no período de 2005 a 2018”. Instituição: Universidade Federal de Alagoas UFAL; 
3º Lugar: Marcos Vinícius de Oliveira Andrade. Título: “Um Grito de Socorro: O Impacto da Pandemia de COVID-19 nos Índices de Suicídios no Brasil e Regiões – Uma Análise a partir do Modelo Estrutural Bayesiano de Séries Temporais”. Instituição: Universidade Federal do Acre; 
4º Lugar: Jessica Malena Bastos de Almeida. Título: “A Importância da Conclusão do Ensino Médio e do Ensino Superior Para a Superação da Pobreza Multidimensional: Um Recorte de Gênero e Raça/Cor no Estado do Pará”. Instituição: Universidade Federal do Pará; 
5º Lugar: Júlia Manini Martins Bonilha. Título: “Transferência de Renda Condicionada e o Mercado de Trabalho Formal: Uma Análise dos Municípios Brasileiros”. Instituição: Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). 

Economia em Transformação: desafios para o Brasil em um mundo em mudança

Entre os dias 29 e 31 de maio, o 6º Seminário de Estudantes de Economia reuniu pesquisadores, gestores públicos, representantes do Sistema Cofecon/Corecons e profissionais de diferentes áreas para discutir alguns dos temas mais relevantes da agenda econômica contemporânea. Ao longo de três dias, os participantes debateram desigualdades de gênero e raça, os desafios da profissão de economista, os impactos dos conflitos internacionais sobre a economia brasileira, sustentabilidade urbana, política e democracia, transformações no mundo do trabalho, digitalização das profissões, além da ascensão da China e seus efeitos sobre a dinâmica do capitalismo global.

As mesas evidenciaram a amplitude do campo da Economia e sua conexão com questões sociais, políticas, ambientais e tecnológicas. Os debates também destacaram a importância do planejamento, da inovação, das políticas públicas e da formação crítica dos futuros economistas diante de um cenário marcado por mudanças aceleradas, disputas geopolíticas e novos desafios para o desenvolvimento nacional.

O seminário consolidou-se como um espaço de reflexão, intercâmbio de conhecimentos e aproximação entre estudantes, pesquisadores e profissionais, contribuindo para ampliar o entendimento sobre os rumos da economia brasileira e mundial no século XXI.

Leia como ocorreram as mesas abaixo:


Dos conflitos globais às cidades sustentáveis: desafios da economia em um mundo em transformação

Especialistas analisaram como conflitos geopolíticos internacionais influenciam o comércio exterior, a inflação, os preços da energia e as perspectivas de crescimento da economia brasileira em um cenário global marcado por incertezas e disputas estratégicas.

A programação do segundo dia do 6º Seminário de Estudantes de Economia teve início, em 30 de maio, com a mesa “Conflitos Globais e seus Impactos na Economia Brasileira”, reunindo o professor João Prates Romero, do Cedeplar/UFMG, e a secretária de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Débora Freire Cardoso. O debate analisou os efeitos das tensões geopolíticas internacionais sobre a economia brasileira, com destaque para os conflitos entre Rússia e Ucrânia e entre Estados Unidos, Israel e Irã.

Abrindo a mesa, João Prates Romero apresentou uma análise dos impactos dos conflitos recentes sobre o comércio internacional e as cadeias produtivas globais. Segundo o pesquisador, guerras e tensões geopolíticas podem afetar diretamente as importações de insumos estratégicos, as exportações brasileiras, o crescimento da economia mundial e o equilíbrio fiscal dos países. Ao mesmo tempo, podem estimular processos de substituição de importações, diversificação de parceiros comerciais e inovação tecnológica.

                         

Ao examinar os efeitos da guerra entre Rússia e Ucrânia, Romero mostrou que houve forte redução do comércio bilateral entre Brasil e Ucrânia, tanto nas importações quanto nas exportações. Apesar disso, o impacto agregado sobre o comércio exterior brasileiro foi relativamente limitado, uma vez que o país conseguiu redirecionar parte significativa de suas vendas para outros mercados. O pesquisador destacou ainda que o crescimento das exportações brasileiras para o restante do mundo foi impulsionado principalmente por commodities como petróleo, minério de ferro, soja, açúcar, milho, café e carnes.

Em relação ao conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, Romero observou mudanças recentes na composição do comércio exterior brasileiro, com redução das exportações totais e aumento das importações de produtos minerais e derivados, refletindo a influência das oscilações nos mercados internacionais de energia. Segundo sua avaliação, os principais riscos para a economia brasileira continuam concentrados nos preços dos combustíveis, na inflação e nos custos fiscais associados às medidas de mitigação adotadas pelo governo.

Na sequência, Débora Freire Cardoso apresentou uma análise dos canais pelos quais os conflitos no Oriente Médio afetam as economias emergentes e o Brasil. A secretária destacou três mecanismos centrais de transmissão: o canal energético, relacionado ao petróleo e ao gás natural; o canal comercial, associado ao transporte marítimo e às cadeias globais de valor; e o canal financeiro, marcado pela maior aversão ao risco e pela valorização do dólar.

A economista ressaltou que o Brasil possui alguns fatores importantes de resiliência diante desses choques externos, como sua condição de exportador líquido de petróleo bruto, a elevada participação de fontes renováveis em sua matriz energética, a diversificação da pauta exportadora e o volume expressivo de reservas internacionais. Por outro lado, chamou atenção para vulnerabilidades relacionadas à dependência de derivados importados de petróleo e fertilizantes.

Outro ponto central da exposição foi o impacto dos conflitos sobre a inflação brasileira. Segundo Débora Freire, a alta dos preços internacionais do petróleo tem pressionado combustíveis, fertilizantes e custos logísticos, afetando as projeções inflacionárias para os próximos anos. A secretária apresentou diferentes cenários para a evolução do conflito e demonstrou que um prolongamento das tensões pode elevar a inflação, alterar expectativas econômicas e aumentar a necessidade de intervenções governamentais.

                                             

Também foram apresentadas medidas adotadas pelo governo federal para reduzir os efeitos econômicos do choque internacional, incluindo subsídios temporários aos combustíveis, desonerações tributárias e linhas de financiamento voltadas à exportação e a setores estratégicos da economia. Segundo a exposição, o objetivo dessas ações é preservar a estabilidade macroeconômica, proteger a atividade produtiva e minimizar impactos sobre o emprego e a renda.

A mesa evidenciou como os acontecimentos geopolíticos transcendem as fronteiras nacionais e afetam diretamente a economia brasileira. As apresentações reforçaram a importância da análise econômica para compreender os efeitos dos conflitos internacionais sobre comércio, inflação, crescimento econômico e formulação de políticas públicas, temas que permanecem centrais para o desenvolvimento do país em um cenário global cada vez mais instável.

 


Sustentabilidade, mudanças climáticas e planejamento urbano marcam segunda mesa do segundo dia

A segunda mesa do dia 30 de maio, intitulada “Sustentabilidade e Política Urbana: o papel do economista nas cidades”, reuniu a conselheira do Cofecon, Janine da Silva Alves Bello, e o professor Harley Silva, da Universidade Federal do Pará (UFPA), para discutir os desafios impostos pelas mudanças climáticas e a contribuição da Economia para a construção de cidades mais sustentáveis, resilientes e socialmente inclusivas.

Abrindo os trabalhos, Janine Alves abordou os impactos econômicos dos eventos climáticos extremos, destacando que as mudanças climáticas deixaram de ser uma preocupação exclusivamente ambiental para se tornarem uma questão central da agenda econômica. A palestrante enfatizou a necessidade de ampliar a produção e a circulação de informações qualificadas sobre o tema, defendendo o combate ao negacionismo climático e a formação de uma cidadania capaz de compreender os efeitos econômicos, sociais e territoriais das transformações ambientais em curso.

Ao longo da exposição, foi ressaltado que secas, enchentes, ondas de calor e outros eventos extremos geram custos crescentes para governos, empresas e populações, afetando infraestrutura, abastecimento, saúde pública e atividades produtivas. Nesse contexto, Janine destacou a importância da atuação dos economistas na definição de prioridades e na alocação eficiente de recursos públicos e privados voltados à adaptação climática e à mitigação de riscos ambientais. Como sintetizou a palestrante, é necessário contar com economistas capazes de apoiar as melhores escolhas coletivas diante dos desafios impostos pela crise climática.

Na sequência, Harley Silva apresentou uma reflexão sobre a relação entre sustentabilidade, economia urbana e reprodução social. Segundo o pesquisador, as crises climáticas representam um dos principais desafios econômicos do século XXI e recolocam no centro do debate temas historicamente associados à vida urbana, como abastecimento, acesso à água, saneamento, mobilidade, uso do solo, gestão de resíduos e segurança alimentar.

O professor argumentou que compreender a cidade exige ir além das análises tradicionais centradas exclusivamente no crescimento econômico ou nos mercados. Para ele, a Economia Urbana precisa considerar as condições materiais que permitem a reprodução da vida coletiva, reconhecendo que questões como saneamento, infraestrutura, abastecimento e qualidade ambiental não são apenas fatores auxiliares do desenvolvimento, mas parte constitutiva dele.

Ao discutir o uso do solo urbano, Harley destacou que a ocupação das cidades influencia diretamente aspectos como drenagem, temperatura, biodiversidade, captura de carbono e exposição a riscos climáticos. Também chamou atenção para a crescente relevância da segurança alimentar e da organização dos sistemas de abastecimento, especialmente diante da maior frequência de eventos extremos e das vulnerabilidades das cadeias de suprimentos.

Outro ponto central da apresentação foi a defesa de uma visão ampliada da economia, capaz de reconhecer a diversidade de instituições que organizam a vida urbana. Além dos mercados, o pesquisador ressaltou o papel do Estado, das organizações coletivas, das associações comunitárias e das redes de cooperação na construção de soluções para problemas urbanos complexos.

Ao final, os palestrantes convergiram na avaliação de que a sustentabilidade urbana se tornou uma questão estratégica para o desenvolvimento econômico. A mesa reforçou a ideia de que os economistas têm papel fundamental na formulação de políticas públicas voltadas à adaptação climática, ao planejamento das cidades e à promoção de formas de desenvolvimento que conciliem crescimento econômico, justiça social e preservação ambiental.

Essa discussão dialogou diretamente com um dos temas centrais do seminário: a necessidade de formar profissionais capazes de compreender os desafios contemporâneos a partir de uma perspectiva interdisciplinar, conectando economia, território, sociedade e meio ambiente.


Política, trabalho e tecnologia: quem decide o futuro do desenvolvimento brasileiro?

A terceira mesa do segundo dia do 6º Seminário de Estudantes de Economia promoveu uma reflexão sobre as relações entre política e economia a partir do tema “Quem decide a economia: o papel da política no futuro do Brasil e de Minas”. O debate reuniu a jornalista Bertha Maakaroun, do Estado de Minas e da Rádio Itatiaia, e o sociólogo João Batista dos Mares Guia.

A atividade discutiu como as decisões econômicas são resultado de processos políticos, institucionais e sociais, envolvendo governos, parlamentos, empresas, movimentos sociais e diferentes grupos de interesse. Os palestrantes destacaram que questões como desenvolvimento econômico, investimentos públicos, políticas sociais, infraestrutura, educação e sustentabilidade dependem de escolhas políticas que refletem disputas de projetos para o país e para os estados.

Ao abordar o cenário brasileiro e mineiro, a mesa analisou os desafios da democracia contemporânea, o papel da informação na formação da opinião pública e a importância da participação cidadã nos processos decisórios. Também foram debatidos os impactos das transformações políticas recentes sobre a capacidade do Estado de planejar e implementar estratégias de desenvolvimento de longo prazo.

O encontro contribuiu para ampliar a compreensão dos estudantes sobre a interação entre economia e política, ressaltando que os fenômenos econômicos não podem ser analisados isoladamente das instituições, das relações de poder e das escolhas coletivas que moldam o futuro da sociedade.


Transformações do Trabalho e os desafios da economia digital encerram o segundo dia do Seminário

A quarta mesa do segundo dia do 6º Seminário de Estudantes de Economia discutiu as profundas mudanças em curso no mundo do trabalho a partir do tema “Transformações do Trabalho: entre a Escala 6×1 e a Digitalização das Profissões”. O debate reuniu Lucia dos Santos Garcia, conselheira do Cofecon e técnica do DIEESE, e João Gabriel Pio, economista da FIEMG, que apresentaram diferentes perspectivas sobre jornada de trabalho, produtividade, digitalização e os desafios das novas formas de ocupação.

Em sua apresentação, Lucia Garcia analisou as transformações provocadas pela digitalização da economia e pela expansão das plataformas digitais. A palestrante destacou que as novas tecnologias vêm alterando não apenas os processos produtivos, mas também as relações de trabalho, os mecanismos de contratação e as formas de gestão da força de trabalho. Segundo a exposição, a crescente utilização de algoritmos, plataformas digitais e sistemas automatizados tem ampliado modalidades de trabalho marcadas por maior flexibilidade, mas também por instabilidade ocupacional e fragilização das proteções trabalhistas tradicionais.

A economista também abordou os impactos da reforma trabalhista brasileira e o crescimento de formas de contratação como terceirização, trabalho intermitente, teletrabalho e atividades mediadas por plataformas digitais. Foram discutidos os desafios relacionados à jornada de trabalho, à remuneração, à saúde dos trabalhadores e à necessidade de construir novas formas de regulação capazes de responder às mudanças tecnológicas e organizacionais do século XXI.

Um dos pontos centrais da apresentação foi o debate sobre a escala 6×1 e a distribuição do tempo de trabalho. A palestrante ressaltou que jornadas extensas afetam a qualidade de vida, a saúde, o acesso à educação e o convívio social, defendendo que a discussão sobre o futuro do trabalho deve considerar não apenas ganhos de eficiência econômica, mas também as condições de reprodução da vida dos trabalhadores.

Na sequência, João Gabriel Pio apresentou uma análise econômica da proposta de redução da jornada de trabalho no Brasil, destacando experiências internacionais e indicadores de produtividade. Segundo os dados apresentados, o Brasil possui carga horária semanal semelhante ou inferior à média de diversos países de renda equivalente, mas enfrenta um desafio histórico relacionado à baixa produtividade do trabalho.

O economista argumentou que países que reduziram suas jornadas de trabalho geralmente realizaram essas mudanças em contextos de renda mais elevada e produtividade significativamente superior à brasileira. Com base em estudos internacionais, observou que não há consenso sobre ganhos automáticos de emprego, renda ou produtividade decorrentes da simples redução da jornada, ressaltando a importância de considerar as especificidades da economia brasileira.

João Pio destacou ainda que o crescimento econômico sustentável depende de investimentos em educação, infraestrutura, inovação tecnológica e melhoria do ambiente de negócios. Para ele, o principal desafio do país continua sendo elevar sua produtividade, condição fundamental para ampliar renda, competitividade e bem-estar social.

A mesa evidenciou diferentes interpretações sobre as transformações do trabalho contemporâneo, mas convergiu em um ponto fundamental: as mudanças tecnológicas, organizacionais e demográficas exigem novos instrumentos de análise e novas formas de regulação. O debate reforçou a importância de compreender simultaneamente produtividade, inovação, direitos trabalhistas e qualidade de vida, temas centrais para o futuro do trabalho e para a atuação dos economistas nas próximas décadas.


Emergência da China, Indústria 4.0 e os desafios da reindustrialização encerram o Seminário

A mesa de encerramento do 6º Seminário de Estudantes de Economia, realizada dia 31 de maio na sede do Corecon-MG, contou com a participação do professor José Eduardo Roselino, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), que apresentou a conferência “Emergência Chinesa e Transformações do Capitalismo Contemporâneo: Reflexões sobre o Brasil”. A exposição abordou a ascensão da China como principal fenômeno econômico do século XXI, as disputas tecnológicas globais e os desafios da política industrial brasileira diante das transformações do capitalismo contemporâneo.

Segundo Roselino, a emergência chinesa representa o acontecimento mais importante da economia mundial nas últimas décadas. O palestrante destacou que o desenvolvimento da China não pode ser compreendido apenas pelos mecanismos de mercado, mas também pelo papel desempenhado pelo Estado na coordenação de investimentos, no planejamento de longo prazo e na formulação de políticas industriais voltadas à transformação estrutural da economia.

Ao analisar a trajetória chinesa, o professor ressaltou que o sucesso do país esteve associado à capacidade de adaptar continuamente suas políticas industriais aos diferentes estágios de desenvolvimento econômico. Em vez de apenas acompanhar a fronteira tecnológica internacional, a China passou a adotar estratégias voltadas à liderança em setores estratégicos, investindo fortemente em inovação, ciência e tecnologia.

A apresentação também discutiu o acirramento das disputas geopolíticas e tecnológicas entre China e Estados Unidos. Roselino argumentou que a chamada guerra tecnológica expressa uma reação das economias centrais ao avanço chinês em áreas consideradas estratégicas, como telecomunicações, inteligência artificial, plataformas digitais, semicondutores e tecnologias associadas à Indústria 4.0. Empresas como Huawei, TikTok e WeChat foram citadas como exemplos de organizações que se tornaram alvos das tensões entre as duas maiores economias do mundo.

Outro tema central da exposição foi a Indústria 4.0. O professor destacou que a nova revolução técnico-produtiva não resulta apenas do avanço tecnológico espontâneo, mas de estratégias nacionais deliberadas voltadas à ampliação da competitividade industrial e da autonomia tecnológica. Nesse contexto, políticas industriais passaram a ocupar novamente posição central nas agendas econômicas de países como China, Estados Unidos, Alemanha, Japão e Coreia do Sul.

Ao trazer a discussão para o caso brasileiro, Roselino argumentou que o país enfrenta desafios particulares decorrentes da desindustrialização, da fragmentação das cadeias produtivas e da crescente internacionalização da produção. Segundo o palestrante, a reconstrução de uma estratégia de desenvolvimento exige novas formas de política industrial capazes de inserir o Brasil de maneira mais qualificada nas cadeias globais de valor, fortalecendo a capacidade produtiva e tecnológica nacional.

Nas considerações finais, o professor destacou que a experiência chinesa reafirma uma lição clássica do desenvolvimento econômico: a superação do subdesenvolvimento não ocorre de forma espontânea, mas depende de estratégias de longo prazo voltadas à transformação da estrutura produtiva. Para ele, o principal desafio brasileiro consiste em construir um projeto de reindustrialização compatível com as novas características da economia mundial e com as exigências tecnológicas da Indústria 4.0.

Encerrando o seminário, a conferência reforçou a importância de compreender as profundas mudanças em curso na economia global e o papel estratégico das políticas industriais, da inovação e do planejamento econômico para o futuro do desenvolvimento brasileiro.

A coberrtura fotográfica está sendo levada para o Flickr, observe.

 

Gênero, raça e desigualdades Economia e desigualdades: os desafios de gênero e raça no Brasil

Os debates do dia 29 de maio abordaram a persistência das desigualdades sociais e o papel estratégico dos economistas na formulação de políticas públicas e na construção de projetos de desenvolvimento para o país.

A palestra foi acolhda por um auditório cheio de estudantes.

A primeira mesa do 6º Seminário de Estudantes de Economia, realizada na manhã do dia 29 de maio, promoveu um debate sobre as desigualdades de gênero e raça na sociedade brasileira, reunindo pesquisadores que apresentaram evidências econômicas e reflexões teóricas sobre os desafios enfrentados por mulheres e pela população negra.

A professora Dra. Aline C. Cruz, da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), apresentou a palestra “Mulheres como Protagonistas na Economia: Desafios, Avanços e Desigualdades Raciais no Brasil”, trazendo contribuições da Economia Feminista Decolonial para a compreensão da chamada feminização da pobreza. A pesquisadora destacou fatores como a monoparentalidade feminina, a sobrecarga do trabalho de cuidado, a informalidade, os custos da maternidade e a desigual divisão do tempo entre homens e mulheres. Também foram apresentados dados que demonstram a persistência das desigualdades de renda, pobreza e participação política entre homens e mulheres, especialmente quando se considera o recorte racial.

               

Entre os dados discutidos, destacou-se o fato de que as mulheres negras permanecem entre os grupos mais vulneráveis social e economicamente, acumulando maiores jornadas de trabalho doméstico não remunerado e maior incidência de pobreza. A palestrante também abordou os impactos econômicos da violência contra as mulheres, ressaltando seus efeitos sobre a produtividade, o emprego e o crescimento econômico.

Na sequência, a mesa recebeu a exposição “Desigualdades Raciais no Brasil: Evidências Econômicas”, com o professor Daniel Pereira da Silva, da FECAP, que apresentou indicadores sobre a persistência das desigualdades raciais no mercado de trabalho, na renda e no acesso às oportunidades educacionais. Os dados mostraram que trabalhadores negros ocupam, em média, posições de menor remuneração e enfrentam maiores dificuldades de mobilidade social quando comparados à população branca.

                  

A apresentação também discutiu como o racismo e o patriarcalismo atuam como elementos estruturantes da economia brasileira, contribuindo para a manutenção de uma divisão racial e de gênero do trabalho. Segundo a análise apresentada, a desigualdade racial não constitui apenas um problema social, mas um componente histórico do próprio processo de desenvolvimento econômico do país.

O debate evidenciou a importância de incorporar as dimensões de gênero e raça às análises econômicas, reforçando a necessidade de políticas públicas voltadas para a redução das desigualdades e para a ampliação das oportunidades de participação social e econômica de grupos historicamente marginalizados.

MESA 2

Profissão do Economista, Planejamento e Atualização da Regulamentação Profissional pautam segunda mesa do Seminário

Representantes do Sistema Cofecon/Corecons discutiram os desafios contemporâneos da profissão, a importância do planejamento econômico e a atualização da legislação que regulamenta o exercício da atividade de economista no Brasil.

A segunda mesa do 6º Seminário de Estudantes de Economia, realizada na tarde de 29 de maio, reuniu representantes do Sistema Cofecon/Corecons para discutir os desafios contemporâneos da profissão de economista, o papel estratégico desses profissionais na sociedade e a tramitação do Projeto de Lei nº 3.178/2024, que propõe a atualização da legislação que regulamenta a categoria. Participaram do debate Odilon Guedes Pinto Júnior, conselheiro do Conselho Federal de Economia (Cofecon), Tania Cristina Teixeira, presidenta do Cofecon, e Carolina Rocha Batista, presidenta do Corecon-MG.

Em sua exposição, Odilon Guedes destacou a relevância histórica do Estado como agente de planejamento e desenvolvimento econômico. Utilizando exemplos da industrialização brasileira, da criação de empresas estratégicas e de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento nacional, argumentou que o planejamento estatal continua sendo uma ferramenta indispensável para enfrentar desafios econômicos e sociais. O palestrante ressaltou ainda que os economistas possuem formação técnica adequada para atuar na elaboração, execução e avaliação de políticas públicas, especialmente em áreas como orçamento público, planejamento governamental e gestão de recursos.

Segundo Odilon, o planejamento público permanece uma das áreas mais importantes de atuação profissional dos economistas, exigindo capacidade de análise de dados, avaliação de cenários, elaboração de projetos e formulação de estratégias voltadas ao desenvolvimento econômico e à melhoria das condições de vida da população.

A presidenta do Cofecon, Tania Cristina Teixeira, conduziu uma reflexão sobre os rumos da profissão diante das transformações econômicas, tecnológicas e sociais do século XXI. Em sua apresentação, destacou temas como saúde mental no trabalho, sustentabilidade urbana, mudanças climáticas, conflitos geopolíticos, transição energética e soberania econômica, apontando que a formação dos novos economistas deve estar conectada a uma visão sistêmica da realidade contemporânea.

A palestrante também ressaltou avanços institucionais da categoria, como a ampliação da participação feminina nos espaços de representação profissional. Atualmente, o plenário do Cofecon conta com equilíbrio entre homens e mulheres, e a entidade é presidida pela primeira mulher a ocupar o cargo em sua história.

Um dos principais temas debatidos foi o Projeto de Lei nº 3.178/2024, que busca atualizar a regulamentação da profissão de economista. Segundo Tania Cristina, a legislação atualmente em vigor foi criada em 1951 e já não contempla adequadamente as transformações ocorridas na economia, no mercado de trabalho e nas áreas de atuação profissional ao longo das últimas décadas.

De acordo com a apresentação, o projeto pretende conferir maior segurança jurídica à atuação dos economistas por meio da definição mais precisa de suas atribuições profissionais, reconhecendo formalmente atividades já exercidas pela categoria, como consultoria econômica, elaboração de estudos de viabilidade, perícias, auditorias, planejamento estratégico, avaliação de impactos econômicos e formulação de projetos de desenvolvimento.

Os participantes destacaram que a proposta não busca restringir a atuação de outras profissões, mas estabelecer maior clareza normativa e fortalecer a qualidade técnica dos serviços prestados à sociedade. Também foi ressaltada a importância dos conselhos profissionais na fiscalização do exercício da profissão, na observância dos princípios éticos e na proteção do interesse público.

Ao final, os palestrantes defenderam a necessidade de formar economistas capazes de compreender a complexidade dos desafios contemporâneos, conciliando rigor técnico, responsabilidade social e compromisso com o desenvolvimento nacional. A mesa reforçou a importância da profissão na formulação de políticas públicas, na gestão de organizações e na construção de soluções para problemas econômicos que afetam diretamente a vida da população brasileira.

VI Seminário dos Estudantes de Economia de Minas Gerais reforça o papel da formação crítica e do compromisso social da profissão

Consolidado como um dos principais encontros acadêmicos da área em Minas Gerais, o seminário fortaleceu a integração entre estudantes e estimulou reflexões sobre os desafios econômicos, sociais e políticos do Brasil.

Entre os dias 29 e 31 de maio de 2026, Belo Horizonte recebeu o 6º Seminário dos Estudantes de Economia de Minas Gerais e Relações Econômicas Internacionais, reunindo estudantes, professores, economistas e representantes de entidades da categoria para debater temas fundamentais para o desenvolvimento econômico e social do Brasil.

Na abertura do evento, foi destacada a importância do seminário como um espaço de formação, diálogo e construção coletiva do conhecimento econômico. A iniciativa, organizada pelo Corecon Acadêmico com apoio do Sistema Cofecon/Corecon e de diversas instituições parceiras, já se consolidou como um dos principais encontros estudantis da área econômica em Minas Gerais.

Representando a Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), a professora Paula Margarita Andrea Caris Bustamante ressaltou que o seminário é aguardado anualmente pelos estudantes e constitui uma oportunidade singular de reflexão sobre a formação acadêmica e os desafios enfrentados pelos cursos de Economia no estado.

“É um encontro em que passamos a refletir sobre o nosso curso, sobre o nosso estado e sobre as discussões que estão acontecendo nas universidades. Voltamos para nossas instituições levando essas reflexões adiante”, destacou.

O coordenador do curso de Economia da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), professor Eduardo Rodrigues de Castro, enfatizou o papel do evento na integração entre estudantes de diferentes instituições e na discussão de temas relevantes para a sociedade brasileira.

“É fundamental que os estudantes tenham espaços de integração e debate sobre questões que impactam diretamente a economia e a vida da população. O seminário cumpre esse papel de forma exemplar”, afirmou.

A presidente do Conselho Federal de Economia (Cofecon), Tania Cristina Teixeira, chamou a atenção para a relevância dos temas escolhidos para esta edição, especialmente aqueles relacionados ao trabalho, à política, à sustentabilidade e à construção de uma sociedade mais justa.

“Uma sociedade que não cria espaços para discutir política, trabalho e sustentabilidade está condenada a repetir desigualdades. Nós, economistas, temos a responsabilidade de pensar o desenvolvimento do país, as condições de vida da população e o fortalecimento da democracia”, ressaltou.

Em sua fala, Tania também incentivou o protagonismo estudantil e destacou a importância da participação dos jovens na construção de espaços de debate e formulação de propostas para o futuro da profissão e do país.

Representando o Sindicato dos Economistas de Minas Gerais (Sindecon-MG), o economista Breno Leandro do Carmo Correia destacou a abrangência dos temas debatidos durante o seminário, incluindo orçamento público, transparência, mercado de trabalho, relações internacionais e a modernização da legislação profissional dos economistas.

Segundo ele, a Economia é uma ciência que exige formação contínua e capacidade analítica para compreender fenômenos complexos e suas interações com outras áreas do conhecimento.

“A profissão do economista exige estudo permanente e uma compreensão ampla da realidade. É uma ciência que dialoga com diversas áreas e nos permite desenvolver um olhar crítico sobre os desafios econômicos e sociais do país”, afirmou.

A presidente do Corecon-MG, Carolina Rocha Batista, destacou o papel social da profissão e a necessidade de que os economistas estejam comprometidos com a compreensão e o enfrentamento das desigualdades econômicas e sociais.

“A Economia nos oferece instrumentos para compreender a realidade e atuar na transformação dela. Independentemente da área de atuação escolhida, o economista carrega consigo a responsabilidade de contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e menos desigual”, destacou.

Carolina também reforçou a importância da valorização profissional e do Projeto de Lei nº 3.178/2019, que propõe a modernização da legislação da profissão de economista.

“Nossa legislação precisa dialogar com as transformações ocorridas no mercado de trabalho e na própria Economia. Modernizar a lei é fortalecer o reconhecimento e a valorização dos economistas brasileiros”, observou.

Em sua saudação institucional, a presidente do Corecon-MG também ressaltou que o seminário representa muito mais do que uma atividade acadêmica.

“Este evento vai além da transmissão de conhecimento. É um ambiente de construção conjunta do saber, de troca de experiências, de fortalecimento do pensamento crítico e de valorização da nossa profissão.”

Ao longo dos três dias de programação, os participantes debateram temas relacionados ao desenvolvimento econômico, desigualdade social, mercado de trabalho, orçamento público, sustentabilidade, geopolítica, relações econômicas internacionais e os desafios contemporâneos da economia brasileira e mundial.

O 6º Seminário dos Estudantes de Economia de Minas Gerais reafirmou, assim, seu papel como espaço de formação cidadã, integração acadêmica e fortalecimento da Ciência Econômica, contribuindo para a preparação de profissionais cada vez mais qualificados, críticos e comprometidos com o desenvolvimento do Brasil.

Corecon-MG apoia a 31ª edição do Prêmio Tesouro Nacional

O Corecon-MG apoia a 31ª edição do Prêmio Tesouro Nacional, iniciativa que há três décadas incentiva a produção de conhecimento qualificado em finanças públicas, avaliações de políticas públicas e gestão fiscal.

Promovido pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), com apoio da Fundação Getulio Vargas (FGV/DGPE), o prêmio reconhece trabalhos e soluções inovadoras que contribuem para o aprimoramento da gestão pública no Brasil.

As premiações contemplam as categorias:
📌 Artigos em Finanças Públicas
📌 Artigos em Avaliações de Políticas Públicas
📌 Soluções em Gestão Fiscal

Os vencedores receberão premiações de até R$ 30 mil, valorizando pesquisas e iniciativas que fortalecem as instituições públicas e a gestão fiscal brasileira.

Uma oportunidade para pesquisadores, estudantes e profissionais contribuírem com ideias e soluções para o desenvolvimento do país. Inscreva-se acessando o endereço https://frmpremiotesouro.municipios.fgv.br/inscricao

Cofecon abre inscrições para o XXXII Prêmio Brasil de Economia

O Conselho Federal de Economia – Cofecon, abriu as inscrições para o XXXII Prêmio Brasil de Economia (PBE 2026), de 1º de maio a 22 de junho.

Reconhecido nacionalmente como uma das mais importantes premiações da área econômica, o prêmio valoriza produções acadêmicas e técnicas que contribuem para o fortalecimento da ciência econômica e para a compreensão dos desafios estruturais do Brasil.

Nesta edição, a categoria Artigo Temático propõe uma reflexão atual e estratégica sobre:

“O papel do Estado e do Orçamento Público para o desenvolvimento econômico e social do Brasil”

O tema convida economistas, pesquisadores e estudantes a debaterem questões relacionadas ao planejamento econômico, qualidade do gasto público, sustentabilidade fiscal e o papel estratégico do economista na formulação de políticas públicas.

Premiações

  • Livro: R$ 8 mil para o primeiro colocado;
  • Artigo Técnico ou Científico: R$ 4 mil;
  • Artigo Temático: R$ 3 mil;
  • Monografia de Graduação: R$ 3 mil para o primeiro colocado e R$ 1 mil para o segundo.

Além da premiação em dinheiro, os trabalhos classificados receberão menções honrosas.

A iniciativa representa uma importante oportunidade de reconhecimento profissional e valorização da produção econômica brasileira.

Saiba mais e acesse o edital completo em: www.cofecon.org.br/pbe

Participe e dê visibilidade à sua produção intelectual.

Boletim IPEAD de abril está no ar!

Cenário global em alerta e economia brasileira resiliente

O Corecon-MG apoia e incentiva a divulgação do novo Boletim de Conjuntura Econômica do IPEAD (Abril/2026), já disponível com análises estratégicas sobre os principais movimentos da economia brasileira e internacional.

Nesta edição, o destaque vai para os impactos da crise no Oriente Médio nas cadeias globais de suprimentos e seus reflexos sobre a inflação, além do desempenho resiliente da economia nacional e mineira.

Confira os principais pontos:

🌍 Cenário internacional em alerta
A guerra no Irã e o bloqueio do Estreito de Ormuz elevam os preços de energia e commodities, ampliando incertezas e riscos inflacionários nas economias centrais.

📈 Atividade econômica no Brasil
O IBC-Br avançou 0,6% em fevereiro de 2026, com crescimento impulsionado pela indústria e pelo comércio, enquanto o setor de serviços apresentou estabilidade.

💼 Mercado de trabalho aquecido
O desemprego permanece em níveis historicamente baixos, refletindo a robustez da ocupação, ainda que com moderação na geração de novas vagas formais.

📊 Inflação sob vigilância
Apesar das pressões vindas dos custos logísticos e de energia, o IPCA segue dentro do intervalo da meta.

📍 Destaques regionais (RMBH)
Alimentos e transportes pressionam a inflação em Belo Horizonte, enquanto o Índice de Confiança do Consumidor (ICC-BH) recua, indicando maior cautela das famílias.

Análises especiais desta edição:

Economia Setorial: Impacto do conflito no Oriente Médio sobre os fertilizantes e a segurança alimentar no Brasil.
Artigo de Opinião: “A Riqueza das Nações no Século XXI”, por Ivan Prates Sternick, com reflexões sobre geopolítica e direito internacional.

Acesse o boletim completo e aprofunde sua análise sobre o cenário econômico atual:
👉 https://site.ipead.face.ufmg.br/divulgacoes/boletim-conjuntura-economica-ap/

Vem aí o 6º SEEMG com participação de especialistas e autoridades econômicas

O Corecon-MG apoia a realização do 6º Seminário dos Estudantes de Economia e Relações Internacionais de Minas Gerais (SEEMG), consolidado como um importante espaço de integração acadêmica, reflexão crítica e articulação entre estudantes e profissionais da área econômica.

Nesta edição, o evento reúne estudantes de diversas instituições de ensino de Minas Gerais e conta com a participação de especialistas e autoridades de destaque na economia brasileira, ampliando a qualidade e a profundidade dos debates.

Entre os palestrantes confirmados, estão:

  • Harley Silva, professor da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal do Pará (UFPA) e coordenador de programas de pós-graduação na área de economia;
  • Débora Freire, Secretária de Política Econômica do Ministério da Fazenda;
  • Lucia Garcia, economista e conselheira federal, que participa do debate sobre as transformações do mundo do trabalho;
  • João Gabriel Pio, economista-chefe da FIEMG, também presente nas discussões sobre mercado de trabalho e digitalização.

A programação aborda temas centrais da atualidade, como o protagonismo das mulheres na economia, os desafios e perspectivas da profissão do economista — incluindo o debate sobre o PL nº 3.178/2024 —, as transformações no mundo do trabalho diante da digitalização, sustentabilidade e política urbana, além dos impactos dos conflitos globais na economia brasileira e o papel estratégico de Minas Gerais no contexto dos minerais críticos.

O seminário será realizado entre os dias 29 e 31 de maio, com atividades distribuídas em diferentes turnos, incluindo uma atividade especial no Conselho no último dia.

Mais do que um evento acadêmico, o SEEMG se consolida como um espaço de formação, troca de experiências e fortalecimento da comunidade estudantil, estimulando uma visão crítica e comprometida com os desafios econômicos e sociais contemporâneos.

🔗 Inscrições abertas:
Garanta sua participação: 6º SEEMG – Seminário dos Estudantes de Economia e Relações Internacionais de Minas Gerais em Belo Horizonte – Sympla