Estão abertas, até o dia 27 de maio, as inscrições para o 11º Desafio Quero Ser Economista (acesse aqui), competição nacional online e gratuita voltada a estudantes do ensino médio de todo o país. A iniciativa busca aproximar os jovens do universo da economia, por meio de uma experiência dinâmica e interativa, incentivando o interesse pela profissão de economista.
Voltado exclusivamente aos estudantes de Ensino Médio, o Desafio Quero Ser Economista é uma competição que apresenta conceitos básicos da Ciência Econômica de forma divertida e descomplicada. Basta ter acesso à internet para participar do jogo.
Podem participar estudantes regularmente matriculados em instituições de ensino médio reconhecidas pelo MEC, sem restrição de idade. Entre os requisitos, está seguir o perfil oficial do projeto no Instagram.
A competição será realizada entre os dias 8 e 19 de junho, período em que os participantes responderão a perguntas sobre conceitos econômicos e sobre a atuação profissional do economista em diferentes formatos de jogos. Os 30 melhores colocados avançam para a etapa final, que ocorrerá de 22 a 29 de junho, quando deverão produzir e enviar um vídeo sobre um tema econômico.
O Desafio Quero Ser Economista de 2026 reforça a proposta da competição: estimular o raciocínio, a curiosidade e o interesse dos estudantes por temas econômicos. Por meio de jogos dinâmicos e conteúdos acessíveis, os participantes aprendem conceitos de economia enquanto se divertem.
Os materiais serão avaliados por uma comissão formada por cinco economistas, que poderão atribuir pontuações extras aos melhores trabalhos. O resultado final será divulgado até o dia 15 de julho.
Ao todo, serão distribuídos R$ 6 mil em prêmios: R$ 2,5 mil para o primeiro colocado, R$ 2 mil para o segundo e R$ 1,5 mil para o terceiro lugar. Os estudantes classificados entre o 4º e o 10º lugares receberão menções honrosas, reconhecimento que também será estendido às respectivas instituições de ensino.
O Conselho Regional de Economia de Minas Gerais (Corecon-MG), em sua atuação voltada à divulgação e ao fomento da educação econômica, reforça a importância de iniciativas como o Desafio Quero Ser Economista. Ao promover a aproximação dos jovens com temas econômicos, a ação contribui para a formação de uma visão crítica sobre a realidade e para o estímulo a futuras trajetórias profissionais na área.
O Corecon-MG incentiva a participação dos estudantes mineiros e destaca o papel estratégico da educação econômica na construção de uma sociedade mais consciente e preparada para os desafios do desenvolvimento.
O Corecon-MG, como parceiro na divulgação, destaca a nova edição do Boletim de Conjuntura Econômica, produzido pela Fundação IPEAD em cooperação com o Cofecon.
A publicação reúne análises qualificadas e dados estratégicos sobre os cenários econômico nacional e internacional, com atenção especial ao desempenho de Minas Gerais.
Cenário internacional
A edição aponta um ambiente marcado por incertezas geopolíticas e pressões inflacionárias, com impactos relevantes sobre o preço do petróleo e a dinâmica das economias globais.
Cenário nacional e regional
No Brasil, os dados indicam crescimento econômico, mercado de trabalho aquecido e inflação sob controle. Em Minas Gerais, o desempenho segue consistente, com destaque para o setor industrial.
Principais destaques:
• PIB brasileiro cresceu 2,3% em 2025
• Economia mineira mantém resultados acima da média em setores estratégicos
• Taxa de desemprego atinge um dos menores níveis da série histórica
• Inflação permanece abaixo do teto da meta
A edição também traz análises especiais sobre os impactos internacionais no preço do petróleo e reflexões sobre políticas redistributivas no Brasil.
Acesse aqui a edição completa e confira todos os dados e análises. Uma leitura essencial para compreender os rumos da economia.
Está disponível a edição nº 59 da revista Economistas! Nos últimos anos a edição de março tem sido dedicada às mulheres. Os textos desta edição englobam reflexões atuais sobre temas como violência de gênero, saúde mental, a expansão da moeda chinesa, a proposta de acordo da COP30 e análises das indústrias química e farmacêutica nos países dos BRICS.
A entrevista com a economista Adriana Nunes Ferreira apresenta uma leitura da economia política sobre o papel do Estado e os caminhos para o Brasil se posicionar em um cenário global cada vez mais disputado.
A edição também destaca a posse das presidências do Cofecon e do Corecon-DF para 2026, reunindo lideranças e reforçando o papel estratégico da profissão para o desenvolvimento do país.
Clique aqui e confira a edição completa! Boa leitura!
No mês dedicado às mulheres, o Conselho Regional de Economia de Minas Gerais (Corecon-MG) promove a iniciativa “Mulheres que Pensam a Economia”, reunindo economistas que, a partir de suas trajetórias e experiências, contribuem para ampliar o debate econômico e fortalecer a presença feminina nos espaços de decisão. As falas evidenciam que a presença feminina na economia não apenas ocupa espaços, mas transforma perspectivas e prioridades.
Avanços e desafios na liderança feminina
As reflexões evidenciam que, embora as mulheres avancem na economia, ainda enfrentam barreiras para alcançar posições de liderança. Como destaca Tania Cristina Teixeira, presidenta do Cofecon:
“As mulheres avançam cada vez mais na economia, mas ainda enfrentam barreiras para chegar aos espaços de liderança. Foram mais de 70 anos até que uma mulher assumisse a presidência do Cofecon.”
Para ela, ampliar a presença feminina nos espaços de decisão é essencial para diversificar perspectivas e construir soluções mais justas e inovadoras.
Diversidade que qualifica o debate econômico
A importância da diversidade também é ressaltada por Beatriz Barros, conselheira do Corecon-MG:
“A presença de mulheres no debate econômico amplia a atenção a temas historicamente invisibilizados e fortalece a qualidade das decisões, já que a diversidade de trajetórias sociais amplia a capacidade de análise diante de desafios complexos.”
Segundo ela, ambientes mais diversos tendem a produzir decisões mais equilibradas, inovadoras e socialmente responsáveis.
Inclusão, equidade e desenvolvimento
A necessidade de incorporar diferentes dimensões da desigualdade no debate econômico, especialmente o recorte racial, é destacada por Beatriz Barros:
“É essencial incorporar o recorte racial, reconhecendo o papel das mulheres negras em uma agenda de desenvolvimento inclusiva.”
Na mesma direção, Amanda Gonçalves Dias, conselheira do Corecon-MG, reforça que:
“A maior participação de mulheres economistas em espaços de tomada de decisão pode contribuir para a inclusão de novas perspectivas na formulação de políticas econômicas.”
Ela aponta ainda que essa diversidade amplia a atenção a temas fundamentais, como redução das desigualdades, acesso à educação e à saúde, valorização do trabalho de cuidado e inclusão no mercado de trabalho.
Economia orientada ao bem-estar social
A economista Amanda Gonçalves Dias também destaca que esse movimento contribui diretamente para o desenvolvimento:
“Contribuindo para o desenvolvimento de uma economia mais justa, inclusiva e orientada ao bem-estar social.”
Já Emmanuele Silveira, conselheira do Corecon-MG, chama atenção para a dimensão cotidiana dessa construção:
“Março é um mês de reflexão sobre a luta histórica e diária de ser mulher. Como jovem economista, enfrento esse desafio continuamente, levando a economia a todos, sem distinção social.”
Para ela, o avanço dessa agenda está diretamente ligado à construção de uma economia que valorize a vida e a igualdade.
Compromisso com a valorização da mulher economista
A iniciativa também reforça o papel estratégico das economistas no desenvolvimento social. Como destaca Alzira Alice de Souza, conselheira do Corecon-MG:
“A mulher economista fortalece a valorização das pessoas ao ampliar sua participação em espaços de decisão que promovam diversidade, inclusão e equidade.”
Ela ressalta ainda que esse movimento impulsiona o desenvolvimento da ciência econômica e reafirma o compromisso profissional com o bem-estar social.
Ao reunir essas vozes, o Corecon-MG reafirma seu compromisso com a valorização da mulher economista e com o fortalecimento de uma agenda econômica mais plural:
“Valorizar a mulher economista é fortalecer o pensamento econômico e ampliar os caminhos do desenvolvimento.”
Liderança como instrumento de equidade
A presidente do Corecon-MG, Carolina Batista, destaca que a presença feminina em posições de liderança tem papel decisivo na construção de um ambiente mais equilibrado no mercado de trabalho.
“Ocupar espaços de liderança tem sido uma grande oportunidade para equilibrar as desigualdades no mercado de trabalho e promover a expansão dos direitos conquistados.”
Para ela, o contexto atual impõe novos desafios às profissionais, exigindo constante atualização e capacidade de adaptação.
“É fundamental acompanhar e se adaptar continuamente às novas exigências do mercado, a fim de liderar com eficácia e fortalecer a presença feminina em posições de decisão, contribuindo para transformações mais justas e inclusivas.”
Estruturas econômicas e justiça social
A economista Eulália Alvarenga traz uma análise crítica sobre o funcionamento da economia brasileira e seus impactos sociais, especialmente sobre as populações mais vulneráveis.
“A ordem econômica brasileira é marcada por lógicas neoliberais e patriarcais, concentra renda e adota um sistema tributário regressivo que penaliza os mais pobres.”
Ela também chama atenção para o papel estratégico das economistas na formulação e defesa de políticas públicas mais justas.
“O papel da mulher economista é defender políticas que evidenciem a justiça fiscal e social, sobretudo em relação às mulheres.”
Diversidade como condição para o desenvolvimento
A conselheira Ilva Ruas de Abreu ressalta que, apesar dos avanços da Ciência Econômica, ainda há lacunas importantes no que diz respeito à diversidade nos espaços de decisão.
“A Ciência Econômica chega ao século XXI com avanços, mas ainda carece de diversidade nos espaços de decisão.”
Para ela, ampliar a participação feminina é essencial para qualificar o debate e promover soluções mais eficazes.
“Ampliar a participação das mulheres economistas não é concessão, mas requisito de rigor, eficiência e compromisso com uma economia que atenda a todos.”
Ilva também enfatiza o papel ativo das profissionais na transformação da realidade social.
“Cabe às economistas não apenas analisar desigualdades, mas atuar em sua transformação, reconhecendo a diversidade como investimento com retorno social — condição essencial para uma economia mais justa.”
Compromisso com uma economia mais plural
Ao reunir diferentes trajetórias e visões, o Corecon-MG reafirma seu compromisso com a valorização das mulheres economistas e com a construção de uma agenda econômica mais inclusiva. As reflexões demonstram que a diversidade de experiências fortalece o pensamento econômico e amplia os caminhos para um desenvolvimento mais justo e sustentável.
Trajetórias que inspiram e abrem caminhos: Economista-chefe do Banco Inter compartilha experiências pessoais e profissionais, destaca desafios da presença feminina na economia e reflete sobre saúde mental no setor financeiro
O auditório do Corecon-MG recebeu, no dia 5 de março, a economista-chefe do Banco Inter, Rafaela Vitória, para uma palestra que integrou a iniciativa “Mulheres que Pensam a Economia”. A atividade teve início com a recepção à palestrante conduzida pelas economistas Alzira Alice e Amanda Dias, integrantes do Conselho-MG Mulheres, que destacaram a importância de promover espaços de escuta, troca e valorização das trajetórias femininas na economia.
A ação reúne reflexões sobre como a maior participação feminina contribui para a incorporação de novas perspectivas na formulação de políticas e estratégias econômicas — ampliando o olhar sobre temas como redução das desigualdades, inclusão no mercado de trabalho e desenvolvimento orientado ao bem-estar social.
Abrindo sua fala, Rafaela compartilhou memórias pessoais e familiares, destacando o papel de mulheres que, mesmo com acesso limitado à educação formal, valorizavam o trabalho, o estudo e a autonomia. Ao recordar o incentivo recebido de sua mãe, deixou uma mensagem que dialoga diretamente com o público feminino:
“Você tem que estudar, você tem que ter a sua profissão antes de casar.”
A fala evidencia como o incentivo à autonomia e à formação profissional pode atravessar gerações e impactar escolhas de vida.
Entre a academia e o mercado: uma economia aplicada
A escolha pela economia surgiu ainda na juventude, unindo o interesse pelas ciências exatas à possibilidade de compreender aspectos humanos e sociais. Ingressando na universidade aos 17 anos, Rafaela construiu uma carreira marcada pela aproximação entre teoria e prática.
“A economia me permitia olhar para números, mas também para pessoas.”
Com experiência consolidada no mercado financeiro, sua atuação sempre esteve voltada à aplicação da análise econômica na tomada de decisões, especialmente no campo dos investimentos. Ao longo de sua trajetória, buscou traduzir conceitos econômicos em ferramentas práticas, aproximando a economia do cotidiano das pessoas e das instituições.
Sua formação acadêmica — que inclui mestrado em finanças e doutorado em administração, iniciado após os 40 anos — reforça a importância da educação contínua e inspira mulheres em diferentes fases da vida:
“Voltei a estudar depois dos 40 anos. Foi uma experiência incrível — nunca é tarde para recomeçar.”
A economista destacou, ainda, o papel crescente das habilidades em programação e análise de dados, apontando que essas competências são cada vez mais essenciais para quem deseja atuar na área.
Desigualdades de gênero e desafios persistentes
Durante a palestra, Rafaela Vitória chamou atenção para a ainda limitada presença feminina em áreas como finanças e econometria. Ao compartilhar sua experiência no doutorado, relatou que, entre os estudantes da área de finanças, apenas duas eram mulheres, além da ausência feminina em disciplinas como econometria.
Apesar desse cenário, destacou a importância de referências femininas e da construção de confiança ao longo da trajetória:
“Eu nunca me senti deslocada, porque sempre tive exemplos de que era possível estar ali.”
Ao abordar a conciliação entre carreira e vida pessoal, trouxe uma reflexão importante sobre desigualdades ainda presentes:
“Quando os filhos são pequenos, as diferenças entre homens e mulheres no trabalho ainda ficam muito evidentes.”
Saúde mental e ambiente de trabalho em debate
O momento de interação com o público trouxe à discussão temas como pressão e saúde mental no setor financeiro. Ao responder a um participante, Rafaela Vitória apresentou uma visão equilibrada sobre o ambiente bancário, destacando que, embora seja um setor exigente, conta com estruturas organizacionais consolidadas.
“É um setor que lida com pressão há muito tempo, mas que também desenvolveu organização e regras claras, o que ajuda a equilibrar o ambiente.”
Segundo a economista, a experiência da ansiedade pode variar de pessoa para pessoa, e muitos casos estão relacionados a questões que vão além do ambiente profissional. Nesse contexto, reforçou o papel do cuidado e da gestão:
“O suporte dos gestores faz toda a diferença — é possível acolher e apoiar quando alguém precisa.”
Uma economia com mais perspectivas
A palestra de Rafaela Vitória reforça o propósito da iniciativa “Mulheres que Pensam a Economia”, ao evidenciar que ampliar a participação feminina não é apenas uma questão de representatividade, mas também de qualificação do debate econômico.
“Ter diferentes experiências e olhares torna a economia mais completa e mais conectada com a realidade.”
Ao incorporar diferentes vivências e perspectivas, a economia se torna mais capaz de enfrentar desafios complexos e de construir soluções mais abrangentes, alinhadas à promoção da inclusão, à redução das desigualdades e ao fortalecimento de um desenvolvimento orientado ao bem-estar social.
No mês das mulheres, o Corecon-MG promove um encontro especial que valoriza a presença e a contribuição das economistas nos espaços de decisão e no setor financeiro.
A atividade integra a iniciativa Mulheres que Pensam a Economia, que reúne reflexões sobre como a maior participação feminina contribui para a incorporação de novas perspectivas na formulação de políticas e estratégias econômicas — ampliando o olhar sobre temas como redução das desigualdades, inclusão no mercado de trabalho e desenvolvimento orientado ao bem-estar social.
Como destaque da programação, convidamos você para a palestra “Liderança feminina no setor financeiro”, com Rafaela Vitória, economista-chefe do Banco Inter, que compartilhará sua experiência e visão sobre os desafios, oportunidades e caminhos para ampliar a presença feminina em posições de liderança.
Mais do que uma palestra, este será um espaço de diálogo, inspiração e fortalecimento de uma agenda econômica mais diversa e inclusiva.
📅 Data: 25 de março ⏰ Horário: 19h 📍 Local: Corecon-MG
Garanta sua participação, clique aqui, e venha fazer parte dessa conversa.
O Conselho Federal de Economia realiza, no próximo dia 19 de março, às 17h, o evento “Letramento Racial: compreender para transformar”. A iniciativa integra a programação institucional do Mês da Mulher e será realizada em formato híbrido, com participação presencial na sede do Conselho, em Brasília, e transmissão on-line para todo o país.
O encontro contará com a participação da economista e pesquisadora Beatriz Barros, conselheira do Corecon-MG e integrante da Comissão Étnico-Racial, e da professora e especialista em diversidade e inclusão Juliana Schneider Mesquita. As palestrantes irão discutir o papel do letramento racial na compreensão das desigualdades estruturais da sociedade brasileira e na promoção de ambientes mais inclusivos.
A abertura será realizada pela presidenta do Cofecon, Tania Cristina Teixeira, e a mediação ficará a cargo da economista Teresinha de Jesus Ferreira da Silva, coordenadora da Comissão Mulher Economista e Diversidade da autarquia.
Ao comentar o convite para compor o evento, Beatriz Barros destaca a relevância da iniciativa para o fortalecimento do debate sobre equidade:
“Recebo com grande responsabilidade o convite para integrar este debate, que evidencia a importância de trazer para o centro das discussões as vivências e perspectivas das mulheres negras, que estão na base da pirâmide social. Iniciativas como essa são fundamentais para ampliar a compreensão sobre as desigualdades estruturais e contribuir para a construção de caminhos mais justos e equânimes no desenvolvimento social e econômico do país”, comenta.
A iniciativa reforça o compromisso do Sistema Cofecon/Corecons com o fortalecimento do debate qualificado sobre equidade, diversidade e justiça social — temas essenciais para a consolidação da democracia e a promoção da igualdade de oportunidades. Nesse contexto, o letramento racial é apresentado como uma ferramenta estratégica para fomentar reflexões críticas sobre o racismo estrutural e incentivar práticas institucionais mais conscientes e inclusivas. Clique aqui e inscreva-se.
Entenda o conceito
O letramento racial vem se consolidando como um importante instrumento para compreender as desigualdades históricas que marcam a sociedade brasileira. O conceito envolve o desenvolvimento de habilidades e conhecimentos que permitem identificar como as relações raciais influenciam oportunidades, trajetórias sociais e o funcionamento das instituições.
Em um país caracterizado por profundas disparidades sociais e raciais, o tema contribui para ampliar a compreensão sobre como fatores históricos moldaram a distribuição de oportunidades. A partir desse entendimento, torna-se possível qualificar o debate público e estimular a construção de políticas e práticas mais sensíveis às desigualdades.
Cerimônia reuniu autoridades, representantes do Sistema Cofecon/Corecons, contou com palestra do economista Marco Crocco e marcou a entrega do IV Prêmio Paul Singer de Economia Solidária.
O Conselho Regional de Economia de Minas Gerais (Corecon-MG) realizou a cerimônia de posse de sua nova gestão para o triênio 2026–2028, reunindo economistas, autoridades públicas, representantes de instituições e convidados em um evento marcado pelo diálogo institucional, pela reflexão sobre os desafios do desenvolvimento econômico e pela valorização da profissão de economista.
A solenidade reafirmou o papel do Corecon-MG como espaço de articulação entre profissionais da economia, instituições públicas e entidades da sociedade civil, contribuindo para o debate qualificado sobre os rumos da economia mineira e brasileira.
Presença de autoridades e lideranças institucionais
A cerimônia contou com a presença da presidenta do Conselho Federal de Economia (Cofecon), Tânia Cristina Teixeira; da presidente da Junta Comercial do Estado de Minas Gerais (Jucemg), Patrícia Vinte Di Iori; do deputado federal Leonardo Monteiro; e da deputada estadual Andreia de Jesus.
Durante o evento, o deputado Leonardo Monteiro também recebeu uma homenagem do Conselho Regional de Economia de Minas Gerais (Corecon-MG) em reconhecimento à sua cooperação na tramitação e votação do Projeto de Lei nº 3.178/2024. Considerado um marco na modernização da profissão de economista no país, o projeto contou com a atuação firme e comprometida do parlamentar, contribuindo para o fortalecimento institucional da categoria e para o avanço do desenvolvimento econômico e social do Brasil.
Também participaram do evento o presidente do Sindicato dos Economistas de Minas Gerais (Sindecon-MG), Breno Leandro do Carmo; o presidente do Conselho Regional de Economia da 2ª Região – São Paulo (Corecon-SP), Haroldo Silva; e o presidente do Conselho Regional de Economia da 1ª Região – Rio de Janeiro (Corecon-RJ), José Lutterbach.
Representando a Jucemg, Patrícia Di Iorio destacou a importância da atuação institucional do Corecon-MG e sua contribuição histórica para o debate econômico em Minas Gerais.
“É uma grande honra participar desta cerimônia de posse da nova gestão no Conselho Regional de Economia de Minas Gerais. Este momento reafirma o compromisso desta comunidade técnica e institucional com o desenvolvimento econômico do nosso estado e do Brasil.”
A presidente da Jucemg também lembrou do papel dos economistas e das instituições no debate sobre o desenvolvimento do país.
“É uma honra participar da posse da nova gestão do Corecon-MG. Este momento reafirma o compromisso da comunidade econômica com o desenvolvimento de Minas Gerais e do Brasil”, afirmou.
Segundo ela, o debate sobre o modelo de desenvolvimento exige rigor técnico e responsabilidade institucional, especialmente diante de temas como produtividade, inovação e inclusão social.
Recondução da presidência e compromisso institucional
Reconduzida à presidência do Corecon-MG, Carolina Rocha Batista destacou o significado institucional da cerimônia e a responsabilidade de conduzir a entidade em mais um ciclo de gestão.
“É com um profundo sentimento de responsabilidade institucional, consciência histórica e compromisso público que, nesta noite, sou reconduzida ao segundo mandato como presidente do Conselho Regional de Economia de Minas Gerais.”
Em sua fala, a presidenta também fez referência ao significado do Dia Internacional da Mulher, ressaltando a importância da igualdade e da segurança para a construção de uma sociedade mais justa.
“Celebramos as conquistas históricas, os espaços ocupados pela competência e liderança e os avanços alcançados na busca por igualdade e representatividade. Esta data também nos chama à responsabilidade. Não há desenvolvimento econômico verdadeiro sem segurança, dignidade e respeito.”
Carolina Batista também destacou sua trajetória dentro da instituição e a programação prevista para o novo mandato.
“Agradeço por estar aqui, em uma casa que tanto me acolheu. Fui conselheira e também a primeira vencedora do prêmio ‘Economista do Ano’ da Sociedade de Economia de Minas Gerais. Teremos muitos eventos ao longo do ano, especialmente em agosto, quando celebraremos o Dia do Economista.”
Integração do Sistema Cofecon/Corecons
Haroldo Silva, presidente Corecon-SP
Representando o Corecon-SP, Haroldo Silva ressaltou a importância da articulação entre os conselhos regionais e da atuação conjunta do Sistema Cofecon/Corecons em todo o país.
“A integração entre os conselhos regionais fortalece a atuação institucional dos economistas em todo o país. Minas Gerais tem um papel fundamental nesse processo, e temos plena confiança de que esta nova gestão continuará contribuindo para o fortalecimento da profissão e para o debate qualificado sobre os rumos da economia brasileira.”
Debate sobre o modelo de desenvolvimento
Marco Aurélio Crocco, economista, presidente da BH-TEC
A programação da cerimônia também contou com uma palestra do economista Marco Crocco, presidente da BH-TEC e ex-conselheiro do Corecon-MG, que apresentou reflexões sobre as transformações recentes no modelo de desenvolvimento econômico.
Durante sua exposição, Crocco analisou a transição do chamado Consenso de Washington, predominante a partir dos anos 1990 e baseado em políticas de liberalização, privatização e desregulamentação, para o mais recente Consenso de Wall Street, caracterizado pela centralidade do sistema financeiro global no financiamento do desenvolvimento e da transição ecológica.
Segundo o economista, nesse novo arranjo o Estado assume principalmente o papel de reduzir riscos para o investimento privado, criando garantias e instrumentos que tornem projetos de infraestrutura e sustentabilidade mais atraentes para investidores institucionais e grandes fundos globais.
Crocco destacou ainda que, no caso brasileiro, a estratégia de desenvolvimento enfrenta limitações estruturais relacionadas às restrições fiscais, às metas de inflação e às elevadas taxas de juros, fatores que acabam restringindo o espaço para políticas industriais e para investimentos públicos de maior escala.
Entrega do IV Prêmio Paul Singer
Durante a cerimônia, também foi realizada a entrega do IV Prêmio Paul Singer, iniciativa do Sistema Cofecon/Corecons que reconhece projetos de destaque na área da economia solidária.
Na categoria Assessoria de Projetos, o vencedor da edição de 2025 foi o Grupo Colmeia, do Departamento de Economia da FACE/UFMG, selecionado em nível nacional entre diversas iniciativas de grande relevância.
A premiação foi entregue pela presidenta do Corecon-MG, Carolina Rocha Batista, e pela presidenta do Cofecon, Tânia Cristina Teixeira. O reconhecimento foi recebido pela professora Sibelle Diniz, coordenadora do projeto, pela co-coordenadora Layla e por Fabrício Missio, representando a Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais (FACE/UFMG).
Ao receber o prêmio, Sibelle Diniz destacou a importância da extensão universitária e da economia solidária para a construção de alternativas de desenvolvimento.
“Este reconhecimento valoriza não apenas o trabalho do Grupo Colmeia, mas também a importância da extensão universitária como instrumento de transformação social. A economia solidária mostra que é possível construir alternativas econômicas baseadas na cooperação, na autonomia e no compromisso com o desenvolvimento social.”
Um novo ciclo para o Corecon-MG
A cerimônia, também acolheu a posse dos conselheiros e conselheiras que passam a compor o plenário do Conselho Regional de Economia de Minas Gerais (Corecon-MG) no triênio 2026–2028. Os novos integrantes assumem a responsabilidade de contribuir para a orientação das atividades do conselho, fortalecer a representação profissional dos economistas e ampliar o diálogo da entidade com a sociedade e as instituições públicas.
Marcada pelo espírito de cooperação institucional e pela participação de representantes de diversas entidades da área econômica, a cerimônia simbolizou o início de um novo ciclo de atuação para o Corecon-MG.
A nova gestão assume o compromisso de ampliar o diálogo com a sociedade, valorizar a atuação profissional dos economistas e fortalecer a contribuição da categoria para o debate público e para a formulação de estratégias de desenvolvimento econômico com justiça social em Minas Gerais e no Brasil.
O Conselho Regional de Economia da 10ª Região – Corecon-MG manifesta seu apoio e compartilha da reflexão apresentada pelo Conselho Federal de Economia na nota alusiva ao Dia Internacional da Mulher. A data representa não apenas um momento de celebração das conquistas das mulheres, mas também um chamado à sociedade para reconhecer e enfrentar as desigualdades que ainda marcam profundamente o acesso feminino ao trabalho, à renda, à educação, à ciência, à liderança e aos espaços de poder.
Nesse sentido, o Corecon-MG reafirma a importância de ampliar o debate sobre as desigualdades de gênero na economia e no mercado de trabalho, reconhecendo que a construção de um desenvolvimento econômico mais justo e sustentável passa necessariamente pela promoção da equidade, pela valorização das mulheres e pela ampliação de sua participação nos espaços de decisão.
Alinhado às iniciativas conduzidas pelo Cofecon e pela Comissão Mulher Economista e Diversidade, o Corecon-MG reforça seu compromisso institucional com a promoção de uma economia mais inclusiva, na qual as mulheres sejam reconhecidas como protagonistas fundamentais do desenvolvimento social, econômico e democrático do país.
Leia abaixo a nota do Cofecon publicada em https://cofecon.org.br/
Dia Internacional da Mulher — Por uma economia com igualdade e justiça social
publicado em 6 de março de 2026
No dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, o mundo é chamado não somente a celebrar conquistas, mas, principalmente, a refletir sobre as desigualdades que ainda interferem profundamente no acesso das mulheres ao trabalho, à renda, à educação, à ciência, à liderança e ao poder político. As mulheres seguem enfrentando barreiras históricas que se expressam na desigualdade salarial, na sobrecarga do trabalho de cuidado não remunerado, na precarização das condições de trabalho, na sub-representação em espaços de decisão e liderança e na exclusão de setores estratégicos da economia.
Essas desigualdades não são naturais: são produzidas por estruturas sociais, econômicas e institucionais que precisam ser transformadas por meio de políticas públicas e ação coletiva. Por isso, o Mês da Mulher é um chamado à reflexão e à construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
Diversos estudos sustentam a correlação positiva entre diversidade de gênero e desempenho econômico:
Diversity Wins (McKinsey & Company, 2020): empresas com maior diversidade de gênero entre seus executivos têm 25% mais probabilidade de superar financeiramente a média de seus pares.
Gender 3000 Report (Credit Suisse Research Institute, 2021): organizações com mulheres em posições de liderança apresentam retornos sobre o patrimônio (ROE) mais elevados. A presença de apenas uma mulher no conselho já traz uma melhora em indicadores financeiros.
Global Gender Gap Report (Fórum Econômico Mundial, 2022): países com maior participação de mulheres em cargos de liderança e no parlamento tendem a ter melhores resultados em inovação, educação e indicadores de bem-estar geral.
IMF Country Report (Relatório do Fundo Monetário Internacional sobre o Brasil, 2025): reduzir à metade a diferença de gênero na participação na força de trabalho (dos atuais 20 pontos percentuais para 10 pontos) poderia acrescentar 0,5 ponto percentual por ano ao PIB brasileiro até 2033.
A diversidade melhora processos de tomada de decisão, amplia a compreensão dos cenários, leva em conta realidades muitas vezes silenciadas e, desta maneira, gera respostas mais eficientes a contextos complexos e instáveis. Por isso, o Conselho Federal de Economia, por meio da Comissão Mulher Economista e Diversidade, promove uma série de atividades no mês de março para trazer esta questão ao centro das discussões econômicas.
O debate “Desigualdades de gênero no mercado de trabalho: oportunidades, riscos, liderança e ação coletiva”, em formato virtual no dia 6 de março (assista AQUI), traz diversas questões importantes – entre elas, os riscos psicossociais que as mulheres enfrentam no ambiente de trabalho. Um novo debate está agendado para o dia 19 de março, em formato híbrido. Também realizaremos uma campanha com postagens em redes sociais, valorizando a trajetória de mulheres economistas.
Para o Conselho Federal de Economia, pensar o desenvolvimento brasileiro exige, necessariamente, incorporar a perspectiva de gênero como eixo estruturante das políticas econômicas. Não há desenvolvimento sustentável, tampouco democracia plena, sem a participação efetiva das mulheres na economia, na política, na ciência e na construção dos rumos do país.
Por isso, neste Mês da Mulher, o Cofecon, por meio da Comissão Mulher Economista e Diversidade, reafirma seu compromisso com uma agenda que integra economia, justiça social, políticas de valorização e suporte às mulheres e inclusão produtiva. Defendemos uma economia que esteja a serviço da vida, da dignidade, da liberdade e do futuro, reconhecendo as mulheres como protagonistas do desenvolvimento e da transformação social.
Tania Cristina Teixeira
Presidenta do Conselho Federal de Economia (Cofecon)
Teresinha de Jesus Ferreira da Silva
Coordenadora da Comissão Mulher Economista e Diversidade – Cofecon
Presidente do Conselho Regional de Economia de Minas Gerais, Carolina Rocha Batista participa da integração da Fundação Dom Cabral e apresenta a atuação do Conselho e as perspectivas da profissão aos ingressantes.
O dia 25 de fevereiro ficará marcado como um momento especial de aproximação entre o Conselho Regional de Economia de Minas Gerais e a nova geração de economistas. Durante a programação de integração e acolhimento dos calouros — conhecida como onboarding — da primeira turma do curso de Economia da Fundação Dom Cabral, o Conselho participou de um bate-papo com os ingressantes, fortalecendo o diálogo entre a entidade e o meio acadêmico desde o início da formação.
Representando o Corecon-MG, a presidente Carolina Rocha Batista conduziu uma conversa aberta e dinâmica sobre a profissão, o papel institucional do Conselho e as perspectivas da carreira. O momento foi marcado pela forte receptividade dos estudantes, que participaram ativamente e demonstraram grande interesse pela trajetória profissional da presidente.
Os alunos fizeram diversas perguntas sobre a atuação de Carolina no setor privado, os desafios enfrentados ao longo da carreira como economista e a experiência de liderar o Conselho Regional. A troca permitiu que os ingressantes conhecessem, de forma concreta, os caminhos possíveis na profissão, compreendendo como a formação em Economia pode se desdobrar em diferentes espaços de atuação e responsabilidade.
A interação reforçou o compromisso do Corecon-MG em estar presente na formação das novas turmas, estimulando o protagonismo, a valorização profissional e a construção de uma identidade sólida desde os primeiros passos na graduação. A participação ativa dos estudantes da Fundação Dom Cabral evidenciou o interesse pela profissão e a importância de aproximar o Conselho daqueles que serão, em breve, os novos economistas de Minas Gerais.