Palestra “Economia em Perspectiva: Estado, Indústria, Finanças e Desenvolvimento”

O Conselho Regional de Economia de Minas Gerais (Corecon-MG), por meio do Corecon Étnico-Racial, realiza no dia 30 de outubro, no auditório do Conselho, a palestra “Economia em Perspectiva: Estado, Indústria, Finanças e Desenvolvimento”.

O encontro integra as ações do Corecon Étnico-Racial voltadas à promoção do debate econômico a partir de múltiplas perspectivas, ampliando a reflexão sobre o papel do Estado, da indústria e do sistema financeiro no processo de desenvolvimento nacional.

A atividade é aberta ao público e reunirá economistas, estudantes e demais interessados no tema, em um espaço de diálogo e troca de experiências sobre os desafios contemporâneos da economia brasileira.

📍 Local: Auditório do Corecon-MG – Rua Paraíba, 777, 4º andar, Savassi – Belo Horizonte
📅 Data: 30 de outubro de 2025
🕓 Horário: 19 horas
🎙️ Realização: Corecon Étnico-Racial / Corecon-MG

Corecon-MG, Cofecon e IPEAD firmam acordo de cooperação para ampliar a divulgação e a análise de indicadores econômicos

Belo Horizonte, 6 de outubro de 2025 — O Conselho Regional de Economia de Minas Gerais (Corecon-MG), o Conselho Federal de Economia (Cofecon) e a Fundação IPEAD, vinculada à UFMG, na última sexta-feira, 3, firmaram um termo de cooperação técnica voltado à produção e divulgação de análises de conjuntura e indicadores econômicos.

Fabrício Mussio, Tania Cristina Teixeira, Carolina Rocha Batista e Renato Mogiz Silva.

O acordo, consolidado após anos de diálogo entre as instituições, representa um marco na aproximação entre o sistema Cofecon/Corecons e o meio acadêmico, promovendo a disseminação de informações qualificadas e o fortalecimento do debate econômico regional e nacional.

A presidenta do Corecon-MG, Carolina Rocha Batista, destacou a relevância da parceria:

“É um marco muito importante para o Conselho, porque a gente sempre quis construir uma parceria voltada para análises de indicadores, aproximando cada vez mais os economistas e resgatando o debate técnico, tão necessário diante de um cenário político cada vez mais polarizado.”

Para o presidente do IPEAD, Fabrício Missio, o convênio abre novas possibilidades de alcance e engajamento:

“A ideia é que o Boletim de Conjuntura Econômica chegue a todos os economistas e a todas as pessoas interessadas no debate. É um boletim mensal que queremos transformar em um espaço vivo de discussão, ampliando a representatividade da profissão e o diálogo com a sociedade.”

A presidenta do Cofecon, Tânia Teixeira, ressaltou o potencial nacional da iniciativa:

“A criação e a difusão do boletim fortalecem o papel da universidade na formação e na atualização dos profissionais. Nosso objetivo é que, com o tempo, essa publicação ganhe abrangência nacional, chegando a todos os Corecons e sendo distribuída amplamente pelo sistema, inclusive junto ao setor empresarial.”

Estiveram presentes os conselheiros do Corecon-MG Wallace Pereira, Gelton Pinto, Weslley Cantelmo e as conselheiras Valquíria Assis e Alzira Alice. Assim como o economista e gerente do Corecon-MG, Breno Leandro e o também economista Renato Mogiz Silva, superintendente Geral e coordenador de Projetos do IPEAD

Entre os principais objetivos do acordo estão:

  • Ampliar a divulgação do Boletim de Conjuntura Econômica da Fundação IPEAD;

  • Estimular a participação do Corecon-MG na elaboração do boletim;

  • Reforçar a articulação entre IPEAD, Cofecon e Corecon-MG;

  • Valorizar análises econômicas qualificadas, contribuindo para o debate público e o desenvolvimento regional.

Com essa parceria, o Corecon-MG reafirma seu compromisso em promover a reflexão técnica e o fortalecimento da profissão de economista, aproximando o conhecimento acadêmico da prática profissional e da sociedade. Acesse aqui as edições do Boletim de Conjuntura Econômica publicado.

Corecon-MG prestigia entrega do Prêmio FIEMG de Economia e reforça apoio à integração entre academia e indústria

Belo Horizonte, 2 de outubro — O Conselho Regional de Economia de Minas Gerais (CORECON-MG) marcou presença na solenidade de entrega do Prêmio FIEMG de Economia, realizada nesta quinta-feira (2/10), reafirmando seu compromisso com o fortalecimento do diálogo entre academia e setor produtivo.

A cerimônia foi aberta pelo economista-chefe da FIEMG, João Gabriel Pio, e pelo presidente do Conselho de Política Econômica da entidade, Rogério Mascarenhas Cezarini, com destaque para a importância de pesquisas e projetos aplicados à competitividade industrial e ao desenvolvimento socioeconômico de Minas Gerais.

Representando o CORECON-MG, a presidente Carolina Rocha, acompanhada dos conselheiros Alzira Alice, Valquíria Assis e Wallace Marcelino, destacou o papel estratégico da premiação.

“O Prêmio FIEMG de Economia é um marco por conectar ciência econômica e os desafios do setor produtivo. Cumprimentamos a FIEMG e sua equipe técnica pela iniciativa e parabenizamos os vencedores, que elevam a análise econômica e contribuem diretamente para a competitividade e o desenvolvimento regional”, afirmou Carolina Rocha.

A programação contou ainda com palestra do professor da UFMG João Prates Romero, que abordou “A importância da indústria para o desenvolvimento econômico e social”, além da participação do secretário-executivo da Secretaria de Estado de Desenvolvimento, Bruno Araújo Oliveira. O presidente da FIEMG, Flávio Roscoe, encerrou a solenidade reforçando que a premiação é um instrumento de integração entre indústria e meio acadêmico.

Vencedores da 1ª edição

  • 1º lugarFinanciamentos do BNDES e a Produtividade do Trabalho: uma análise por porte de empresas, de Felipe Orsolin (UFPR) e Mauro Oddo Nogueira (Ipea).

  • 2º lugarComplexidade Econômica em Cadeia: efeitos de equilíbrio geral das políticas de diversificação produtiva, de Lorenzo Corrêa Barichello e João Pedro Revoredo Pereira da Costa (UFMG).

  • 3º lugarLocalizando o Brasil nas Redes Globais de Inovação: o que é possível inferir pelos dados de patentes?, de Miguel Freitas Costa (UFMG).

A edição inaugural reuniu mais de 70 artigos de todo o país, evidenciando a vitalidade da agenda de indústria, inovação e desenvolvimento.

Lançamento de novo indicador

Na ocasião, FIEMG e IEL também lançaram o Indicador de Desenvolvimento Municipal com Foco em Atratividade Industrial, desenvolvido pelas economistas Juliana Gagliardi (FIEMG) e Danielle de Carvalho (IEL). O estudo reúne cerca de 30 variáveis em cinco eixos — infraestrutura e logística; mercado e cadeia produtiva; mão de obra e educação; gestão pública; e qualidade de vida — com base em análises estatísticas e em consultas a mais de 5 mil empresas.

O levantamento confirma que infraestrutura e logística são os principais atrativos de investimentos, seguidos de mão de obra e educação, reiterando desafios estratégicos para o avanço da indústria mineira.

Corecon-MG promove debate sobre Antropoceno e proteção dos bens comuns com o professor Benjamin Coriat

Economista francês revisita Belo Horizonte mais de 40 anos após sua primeira vinda ao Brasil e destaca o papel estratégico do Brasil na agenda climática global.

   O Conselho Regional de Economia de Minas Gerais reafirma seu compromisso com a reflexão qualificada sobre os desafios contemporâneos da economia ao sediar a palestra “Na Era do Antropoceno: como defender e proteger os bens comuns”, no dia 29 de setembro, às 19 horas, no auditório do Corecon-MG.

   O encontro contou com a presença do professor emérito Benjamin Coriat, referência internacional no estudo da economia dos bens comuns, das formas de governança coletiva e das alternativas ao modelo econômico baseado na exploração intensiva de recursos.

   Para Coriat, voltar a Belo Horizonte tem um significado especial. Ele lembrou que sua primeira visita ao Brasil ocorreu justamente na capital mineira, em 1979, em um contexto marcado pelos debates sobre o mundo do trabalho e a reorganização sindical:

“A minha primeira vinda ao Brasil foi em 1979, aqui em Belo Horizonte. Para mim, é emocionante, porque são mais de 40 anos desde que se abriu essa oportunidade de retomar uma discussão que começou há 45 anos. Naquele período eu trabalhava com questões laborais e aprendi muito aqui. O debate foi muito forte e me marcou profundamente.”

   Quatro décadas depois, ele destaca que os desafios permanecem, mas ganharam novas dimensões:

“Essas questões continuam importantes, mas surgem outras: crise climática, meio ambiente, mudanças do clima. E o Brasil, mais uma vez, está na frente.”

   Coriat ressalta ainda o papel estratégico do país no cenário internacional, especialmente diante da realização da COP30 e da centralidade da Amazônia:

“A Amazônia é uma questão do Brasil, mas também uma questão global. O que vai acontecer aqui vai influenciar o que vai acontecer no mundo inteiro. O Brasil é um laboratório de reflexões e soluções, por causa do tamanho do país e da riqueza dos bens comuns e globais.”

   A presença do professor fortalece a linha de atuação do Corecon-MG ao promover debates que conectam economia, sustentabilidade, democracia e interesse público.

Formulação e diálogo

   Para o vice-presidente do Corecon-MG, Francisco Horácio, a vinda de Coriat reafirma a relevância do Conselho como espaço de formulação e diálogo:

“Receber o professor Benjamin Coriat é uma oportunidade singular para ampliar a compreensão dos economistas sobre os desafios que atravessam o mundo do trabalho, os territórios e as estruturas produtivas. O Corecon-MG tem buscado promover debates que conectem a economia à sustentabilidade, à ciência e ao interesse público, e esta palestra simboliza esse compromisso.”

   A discussão sobre o Antropoceno — período marcado pelo impacto humano sobre a estabilidade climática e ecológica do planeta — coloca os economistas diante de questões estratégicas relacionadas à sustentabilidade, às políticas públicas e à justiça social. Os bens comuns, como água, biodiversidade, atmosfera, conhecimento e territórios compartilhados, demandam novas formas de regulação e participação social.

Fortalecimento

   Ao promover esse debate, o Corecon-MG reforça seu papel público na construção de uma agenda econômica comprometida com o interesse coletivo, a preservação ambiental e a formulação de políticas inovadoras. A iniciativa também fortalece o diálogo entre profissionais da economia, academia, poder público e sociedade civil organizada.

O evento contou com a participação ativa do público, e o professor Coriat respondeu a perguntas e dialogou com os presentes, ampliando a troca de ideias e o aprofundamento do tema. A atividade integra a atuação permanente do Conselho na defesa de uma economia que considere os limites ambientais, a gestão democrática dos recursos e os direitos das futuras gerações.

   Mais informações sobre a programação do Corecon-MG estarão disponíveis nos canais oficiais da instituição.

O que são bens comuns?

Os bens comuns são recursos essenciais à vida coletiva que não podem ser apropriados ou controlados de forma exclusiva por indivíduos, empresas ou governos. Eles existem para atender necessidades coletivas e garantir direitos fundamentais – hoje e no futuro. A água, o ar, as florestas, os oceanos, o clima e a biodiversidade são exemplos clássicos de bens comuns naturais. Mas também existem os bens comuns imateriais, como o conhecimento, os dados, a cultura e os softwares livres.

Segundo Benjamin Coriat, o interesse renovado pelos bens comuns está diretamente ligado ao Antropoceno — a era em que a ação humana altera profundamente os equilíbrios ecológicos do planeta. A degradação ambiental, o extrativismo e as mudanças climáticas recolocam no centro do debate a necessidade de proteger os bens que sustentam a vida coletiva.

A noção contemporânea de bem comum não depende de quem é o proprietário formal do recurso — pode ser público, privado ou comunitário —, mas de sua função social e ecológica. A proteção dos bens comuns envolve três princípios fundamentais:

  • Acesso garantido à coletividade, com atenção às futuras gerações;

  • Preservação do recurso, evitando sua destruição ou privatização;

  • Governança compartilhada, baseada na participação ativa da sociedade.

Experiências como a luta pela água pública na Itália, os acordos climáticos internacionais e as comunidades de software livre mostram que os bens comuns podem ser defendidos por diferentes arranjos jurídicos e sociais. Em muitos casos, a governança deve ser policêntrica — envolvendo diversos atores em várias escalas — sobretudo quando se trata de bens globais como o clima e os oceanos.

Coriat destaca que não há proteção dos bens comuns sem o fortalecimento dos “comuns” — comunidades organizadas que atuam na gestão e defesa desses recursos. Isso vale para territórios tradicionais, iniciativas cidadãs urbanas ou redes digitais de colaboração.

Em síntese, os bens comuns representam uma alternativa concreta à lógica da mercantilização generalizada, oferecendo caminhos para enfrentar a crise ambiental, fortalecer a democracia e construir novas formas de viver e produzir no Antropoceno.

Conheça Benjamim Coriat

Benjamin Coriat é professor emérito de Economia na Universidade Sorbonne Paris-Nord e uma das referências internacionais mais influentes em sua área. Sua trajetória reúne pesquisas que marcaram diferentes campos do pensamento econômico. Nos debates sobre o mundo do trabalho, foi uma voz importante nas discussões sobre alternativas aos modelos taylorista, fordista e ohnoísta. Também se destacou nos estudos de economia industrial, especialmente em temas como inovação e competitividade.

Outro eixo relevante de sua produção científica aborda a propriedade intelectual e seus efeitos na privatização do conhecimento — tema que o levou a analisar, por exemplo, as disputas globais em torno do combate ao HIV.

Nos últimos quinze anos, Coriat voltou seu foco para os direitos de propriedade e os bens comuns. Nessa fase, vem aprofundando reflexões sobre o Antropoceno, a ideologia proprietária e as consequências econômicas, sociais e ambientais desse modelo. Sua obra combina rigor analítico com compromisso com a transformação social, e essa marca percorre todo o seu percurso profissional.

A relação de Coriat com o Brasil é antiga: ele mantém diálogo com pesquisadores brasileiros desde o fim dos anos 1970 e visita o país com frequência. Foi um dos fundadores da Teoria Francesa da Regulação, integra o coletivo Les Économistes Atterrés e hoje é editor da revista científica on-line enCommuns (encommuns.net), dedicada ao debate sobre os bens comuns.

Eleições do Sistema Cofecon/Corecons 2025: tudo o que você precisa saber para participar

As eleições dos Conselhos Regionais de Economia (Corecons) acontecerão entre os dias 29 e 31 de outubro de 2025, em formato 100% online, no site www.votaeconomista.org.br. O pleito definirá a renovação de um terço dos conselheiros efetivos e suplentes e também escolherá o delegado-eleitor efetivo e suplente para o Cofecon.

O processo eleitoral é um momento essencial para o fortalecimento da profissão e da representatividade dos economistas. Para garantir seu direito ao voto, é fundamental que você esteja com seus dados cadastrais atualizados junto ao Corecon, especialmente e-mail e número de celular, até o dia 17 de outubro.

Quem pode votar?

Estão aptos a participar todos os economistas registrados, que estejam em dia com suas anuidades e demais obrigações.

Como gerar a senha de votação?

A partir do dia 27 de outubro, o eleitor poderá acessar o site oficial e criar sua senha em poucos passos:

  1. Entrar em www.votaeconomista.org.br e selecionar a opção “Obter minha senha de votação” (ou acessar via Gov.BR).

  2. Concordar com o Termo de Consentimento (em conformidade com a LGPD) e informar o CPF.

  3. Responder perguntas de segurança com base nos dados cadastrados no Corecon.

  4. Escolher se deseja receber o link de validação por e-mail ou SMS.

  5. Criar a senha definitiva e utilizá-la durante o período da votação.

Caso perca ou queira alterar a senha, basta repetir o procedimento.

Novidade em 2025: votação também pelo Gov.BR

Além da senha gerada no site oficial, os economistas poderão votar diretamente com seu cadastro na plataforma Gov.BR, de forma rápida e segura, sem necessidade de criar uma nova senha.

Segurança e transparência

O sistema eleitoral é auditado por instituições externas independentes, garantindo a segurança, confiabilidade e transparência de todo o processo. A votação pode ser feita por computador, tablet ou celular, de qualquer lugar com acesso à internet.


Fortaleça a profissão!
A sua participação é essencial para consolidar a representatividade dos economistas e fortalecer a atuação dos Corecons em todo o país. Vote!

Salvador (BA) recebe o 3º Seminário da Mulher Economista & Diversidade

Reflexões urgentes sobre gênero e desenvolvimento econômico

Nos dias 05 e 06 de setembro, Salvador foi palco de um evento transformador que reuniu economistas, pesquisadoras, representantes de instituições públicas, privadas e da sociedade civil em torno de uma pauta essencial: o enfrentamento à violência de gênero e às desigualdades estruturais como condição indispensável para o desenvolvimento econômico do Brasil. Realizado pelo Sistema Cofecon/Corecons, com organização do Corecon-BA, o 3º Seminário da Mulher Economista & Diversidade encerrou seus trabalhos com a divulgação da Carta de Salvador, documento coletivo que aponta caminhos e compromissos em prol de uma economia mais justa e inclusiva.

Ao longo dos dois dias de atividades, especialistas e ativistas destacaram como a violência de gênero impacta diretamente o Produto Interno Bruto (PIB), o mercado de trabalho e a vida acadêmica das mulheres. Temas como assédio moral, exclusão institucional e as barreiras impostas ao empreendedorismo feminino ocuparam lugar central nas mesas de discussão, evidenciando a necessidade de políticas públicas integradas e de uma perspectiva feminista na análise econômica.

A Comissão da Mulher Economista do Corecon-MG também marcou presença ativa no seminário, contribuindo para o debate sobre os desafios enfrentados pelas economistas mineiras e ressaltando a importância da integração regional para fortalecer a Comissão Mulher Economista e Diversidade em âmbito nacional.

A Mesa 1 abriu o debate com a reflexão sobre os impactos da violência de gênero no PIB, na qualidade de vida e nas estruturas sociais. Aline Cristina da Cruz, professora da Universidade Federal de São João Del-Rei (UFSJ) e pesquisadora em Economia Feminista e do Trabalho, e a conselheira federal Lúcia Garcia foram as palestrantes. . Ambas ressaltaram como as desigualdades estruturais comprometem não apenas a vida individual das mulheres, mas também a produtividade e a competitividade do país.

Na Mesa 3, dedicada ao tema “Violência de gênero, assédio moral e os impactos na vida acadêmica”, participaram a conselheira do Corecon-MG Beatriz Barros, Clarissa Flávia Santos Araújo, economista e vice-presidenta do Corecon-PI, e Rebeca Amazonas, presidenta da Federação Nacional dos Estudantes de Economia (Feneco). As palestrantes destacaram a persistência da violência simbólica e institucional no ambiente universitário e como isso compromete o ingresso, a permanência e a ascensão das mulheres na carreira acadêmica e profissional.

Já a Mesa 6 promoveu um balanço do movimento das mulheres economistas no Brasil, discutindo os avanços e dificuldades enfrentados pela Comissão Mulher Economista e Diversidade e suas representações regionais. A conselheira do Corecon-MG Valquíria Assis  e Cristiane Menezes David, economista, conselheira regional e coordenadora da Comissão Mulher Economista do Corecon-SP. O debate foi fundamental para a construção colaborativa da Carta de Salvador, que se tornou símbolo do protagonismo feminino no seminário.

 

Carta de Salvador

A Carta de Salvador não apenas denuncia a persistência das desigualdades, mas também propõe ações concretas que conectam empregabilidade, empreendedorismo e políticas públicas como instrumentos estratégicos para superação dessas barreiras. O documento foi redigido de forma coletiva pelas economistas Janine Alves (vice-presidente do Corecon-SC), Lúcia Garcia (conselheira federal) e pelas conselheiras do Corecon-MG Emmanuelle da Silveira, Alzira Alice e Valquíria Assis, demonstrando o engajamento direto das lideranças femininas na formulação de propostas para uma economia mais inclusiva.

Ao final do encontro, foi anunciado que o IV Seminário da Mulher Economista & Diversidade acontecerá em 2026, no estado de Goiás, ampliando o diálogo nacional em torno do papel das mulheres na economia e dando continuidade às reflexões urgentes levantadas em Salvador.

Eventos como este demonstram que pensar o desenvolvimento do Brasil exige uma abordagem interseccional e comprometida com a justiça social. O protagonismo das mulheres economistas é, portanto, parte vital da construção de um país mais inclusivo e democrático.

Leia a Carta de Salvador na integra, acesse aqui.

O Corecon-MG apoia o Prêmio FIEMG de Economia

Dia 2 de outubro, a Fiemg realizará o Prêmio Fiemg de Economia que tem o Corecon-MG como apoiador. O evento reunirá especialistas renomados, pesquisadores e representantes da indústria para debater os principais desafios e oportunidades do setor produtivo, além de premiar os melhores artigos acadêmicos que contribuem para o desenvolvimento industrial do país.

Programação:

  • Início do credenciamento: 8h40
  • Café de boas-vindas
  • Roda de conversa com especialistas
  • Premiação dos três melhores artigos acadêmicos

Todos os participantes receberão certificado de participação com registro de horas.

E mais: ao participar, você também terá a oportunidade de concorrer a brindes imperdíveis oferecidos pelos nossos apoiadores.

Faça sua inscrição, clique aqui!

Economista: atualize seus dados cadastrais, participe das eleições!

Garanta sua participação nas eleições: negocie possíveis débitos clique aqui, fale com Cláudia, e atualize seus dados cadastrais, clicando aqui. Caso não tenha acessado o serviço virtual, siga esses passos após clicar no link de atualização cadastral: informe seu CPF ou CNPJ; selecione sua categoria; marque a opção “Não Sou Robô”, clique em “Esqueci Minha Senha” e crie nova senha.

As eleições do Sistema Cofecon/Corecons ocorrerão das 8h do dia 29 de outubro até às 20h do dia 31 de outubro, (horário de Brasília), por meio do site www.votaeconomista.org.br. O pleito elegerá um terço dos conselheiros efetivos e suplentes dos Conselhos Regionais de Economia, além de um delegado-eleitor efetivo e um suplente para as eleições do Cofecon.

Faça a diferença! Participe e exerça seu direito ao voto no Sistema Cofecon/Corecons. Acompanhe o processo eleitoral, clique aqui.

Corecon divulga o novo Boletim de Conjuntura Econômica do Ipead

Edição Agosto Boletim Conjuntura Econômica

O Corecon-MG apresenta ao público a nova edição do Boletim de Conjuntura Econômica do IPEAD, referente a agosto de 2025, trazendo análises consistentes sobre os cenários nacional e internacional.

No cenário internacional, merecem destaque o crescimento de 3% do PIB dos Estados Unidos, a expansão da atividade econômica na Zona do Euro e a inflação de julho em linha com a meta do Banco Central Europeu, o que abre espaço para um possível corte de juros. Já na China, observa-se desaceleração na indústria e no varejo, além da queda nos preços dos imóveis.

No cenário nacional, a produção industrial brasileira avançou 0,1% em junho e o setor de serviços registrou o quinto mês consecutivo de crescimento. O mercado de trabalho atingiu marcas históricas, com a menor taxa de desemprego já registrada: 5,8% no Brasil e 4% em Minas Gerais. Em relação aos preços, o IPCA de julho foi de 0,26%, enquanto a cesta básica em Belo Horizonte apresentou seu quarto recuo consecutivo.

A edição também destaca a persistência dos atritos comerciais entre Brasil e Estados Unidos e traz uma análise especial intitulada “Inflação em queda, Selic parada: por que a política monetária ainda não pode recuar?”, oferecendo ao leitor reflexões sobre os desafios e perspectivas da economia nacional.

Para acessar o material completo e edições anteriores, clique aqui.

8º Encontro de Economia do Sudeste reúne especialistas e debate futuro do desenvolvimento nacional

A sede do Conselho Regional de Economia de São Paulo (Corecon-SP) foi palco, nos dias 28 e 29 de agosto, do 8º Encontro de Economia do Sudeste, que reuniu economistas, acadêmicos, representantes do setor privado e gestores públicos em dois dias de intensas reflexões. Organizado em parceria com os Corecons de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, o evento foi transmitido pela TV Economista e somou 14 palestrantes renomados e 16 horas de conteúdo.

O encontro teve como tema central “Desafios Econômicos do Brasil e Propostas para o Desenvolvimento Nacional” e buscou reposicionar a economia brasileira no debate público, discutindo desde a formulação de um projeto nacional de desenvolvimento até questões cruciais como produtividade, geopolítica, previdência, inovação tecnológica e transição ecológica.

Abertura: unidade institucional e a necessidade de um novo projeto

A abertura contou com a presença dos presidentes dos Corecons do Sudeste — Odilon Guedes (SP), Carolina Rocha Batista (MG), Érika Leal (ES) Antônio dos Santos Magalhães (RJ) — além de João Manoel Gonçalves Barbosa, representando a presidente do Cofecon, Tania Cristina Teixeira.

Na fala inicial, os dirigentes reforçaram o papel dos Conselhos Regionais como espaços de defesa da profissão de economista, mas também de formulação e difusão de ideias para o desenvolvimento nacional.

A primeira conferência do encontro, intitulada “Um novo projeto de desenvolvimento para o Brasil”, foi proferida pelo economista e escritor Paulo Nogueira Batista Jr.. A mediação ficou a cargo do presidente do Corecon-SP, Odilon Guedes, que destacou o momento histórico da discussão.

Batista Jr. ressaltou que, embora o Brasil seja um dos gigantes globais em termos econômicos, demográficos e territoriais, ainda não construiu um projeto próprio de desenvolvimento, permanecendo subordinado ao pensamento externo.

“O Brasil tem potencial para construir um projeto robusto, popular, inclusivo e independente. Para isso, é preciso descolonizar mentalmente nossas elites, ainda muito subordinadas ao pensamento dos Estados Unidos e da Europa”, afirmou.

Guedes lembrou que, após o II Plano Nacional de Desenvolvimento, nos anos 1970, o país abandonou as grandes estratégias de planejamento de longo prazo e passou a se concentrar apenas no combate à inflação, perdendo a perspectiva de futuro.

 

Papel do Estado e da indústria

Na sequência, o painel “O papel do Estado, do setor privado e fontes de financiamento” reuniu Marília Marcato (BNDES) e Rafael Cervone (CIESP), sob a mediação do presidente do Corecon-SP, Odilon Guedes.

Marília apresentou a estratégia do plano Brasil Soberano, destacando o papel do BNDES como agente estruturante da reindustrialização nacional em um contexto de disputas geopolíticas crescentes. Para ela, o Banco é responsável por articular desenvolvimento produtivo, inovação e difusão tecnológica.

Já Cervone enfatizou que a indústria é responsável por 69% dos gastos em inovação e 67% dos investimentos em P&D no país. Defendeu a construção de um projeto estruturante que vá além de governos, com estabilidade e segurança para os setores produtivos.

“A palavra de ordem é cooperação. Cada um deve dar o melhor de si para construirmos um Brasil mais competitivo e sustentável”, destacou.

Geopolítica e integração regional

À tarde, o debate “O novo cenário geopolítico e o Brasil” reuniu Carolina Pavese (LSE) e Pedro Silva Barros (Ipea), sob a mediação da presidente do Corecon-MG, Carolina Rocha Batista.

Pavese apontou que 2025 tem sido considerado o ano da geopolítica, marcado por um superciclo de crises internacionais, e destacou os riscos e oportunidades para o Brasil nesse novo cenário global.

Barros defendeu que a integração bioceânica é estratégica para melhorar a competitividade brasileira, permitindo maior inserção da produção nacional em cadeias internacionais de valor.

Encerrando o primeiro dia, o presidente do IBGE, Márcio Pochmann, apresentou um painel sobre as mudanças demográficas em curso no país.

“O diagnóstico e o prognóstico da população brasileira mostram transformações profundas neste primeiro quarto do século XXI. É essencial compreender essas mudanças para projetar o Brasil de amanhã”, afirmou.

A mediação do painel ficou a cargo da presidente do Corecon-ES, Érika Leal.

Segundo dia: mercado de trabalho, renda e previdência

Profissão de economista e novos desafios

O segundo dia iniciou-se com o painel “Mercado de trabalho para economistas”, com Pedro Afonso Gomes (Cofecon) e Antonio Corrêa de Lacerda (BNDES). A sessão foi mediada pela presidente do Corecon-ES, Érika Leal.

Pedro Afonso destacou que a região Sudeste reúne 30 mil profissionais e 53% do PIB nacional, o que confere aos economistas grande responsabilidade na formulação de soluções.

Já Lacerda lembrou que a profissão de economista é ampla e plural, combinando teoria econômica, métodos quantitativos, história e análise crítica, o que a torna adequada às grandes transformações do mundo atual.

Emprego, produtividade e previdência

No painel seguinte, “Geração de emprego, produtividade e distribuição de renda”, participaram Aristides Monteiro Neto (Ipea), Clemente Ganz (consultor sindical) e Luigi Nese (CNS/SEPROSP). A moderação foi realizada pelo presidente do Corecon-RJ,  Antônio dos Santos Magalhães.

Monteiro destacou que não apenas o Centro-Oeste, impulsionado pelo agronegócio, mas também o Nordeste, têm apresentado transformações significativas.

Ganz defendeu que o país precisa enfrentar quatro grandes transições — demográfica, ecológica, tecnológica e macropolítica — para gerar crescimento sustentável.

Já Nese apresentou uma proposta de nova base de financiamento da Previdência, substituindo a contribuição sobre salários por uma taxa sobre movimentações financeiras. O tema foi complementado por Fernando Garcia, que alertou para o déficit crescente no regime geral da Previdência.

Inovação, sustentabilidade e dignidade humana

Na parte da tarde, o painel “Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação Tecnológica no Contexto da Descarbonização” trouxe as falas de Aline Cardoso (ICLEI América do Sul) e Isabel Ferreira (Instituto AYA). O debate foi mediado pelo vice-presidente do Corecon-SP, Haroldo Silva.

Aline destacou a importância dos green jobs e da inclusão produtiva na transição para uma economia verde. Isabel lembrou que o Ministério da Fazenda já trabalha em um plano para enfrentar barreiras e aproveitar oportunidades da transformação ecológica.

O encerramento do encontro foi feito pelo professor Ladislau Dowbor, com a palestra sobre o artigo 3º da Constituição Federal. Ele relacionou economia e dignidade humana, defendendo que não há justificativa econômica para a existência de pobreza em um país com PIB de R$ 12 trilhões.

“Garantir o básico para todos é viável e necessário. Isso dinamiza a demanda, impulsiona a economia e fortalece o mercado. O problema da pobreza não é econômico, mas de organização política e social”, destacou Dowbor, que também criticou o sistema financeiro por travar o desenvolvimento.

A moderação ficou a cargo da presidente do Corecon-MG, Carolina Rocha Batista, que ressaltou o valor do encontro:

“O Encontro do Sudeste é um espaço fundamental para pensarmos, juntos, os rumos da economia brasileira. Reunir profissionais, estudantes e lideranças de diferentes setores fortalece nossa profissão e amplia nossa capacidade de contribuir com propostas consistentes para o desenvolvimento nacional”, afirmou.

Um espaço de convergência

Foram dois dias de debates que reuniram especialistas, lideranças e representantes da sociedade civil em torno dos grandes desafios da economia brasileira. O 8º Encontro de Economia do Sudeste reafirmou o papel estratégico dos Corecons como espaços de formulação, debate e articulação de propostas capazes de inspirar políticas públicas para um desenvolvimento soberano, inclusivo e sustentável.

E para quem não pôde acompanhar ao vivo, todo o conteúdo do encontro está disponível no canal @TVEconomista, no YouTube