As inscrições para a Gincana Nacional de Economia se encerram no dia 27 de junho — ainda há tempo, mas está voando está voando!
A Gincana Nacional de Economia mais do que uma disputa, a atividade promove a troca de experiências, o networking e a valorização da formação dos futuros economistas. A competição é disputada em duas etapas: uma regional, realizada de forma totalmente online, e uma nacional, de realização presencial, em um ambiente que combina aprendizado, cooperação e espírito esportivo, em que os estudantes classificados disputam um jogo no qual simulam a administração de variáveis econômicas.
A XIV edição reforça o compromisso de estimular o protagonismo da juventude, incentivar o pensamento crítico e preparar os estudantes para os desafios do mercado de trabalho e da construção de um novo modelo de desenvolvimento econômico. Além de estar em diálogo direto com o trabalho da Comissão de Sustentabilidade Econômica e Ambiental do Cofecon, tanto que propostas de economistas para a COP30 já estão sendo construídas — e os estudantes também podem fazer parte dessa agenda de futuro!
Quer saber mais? Acesse o site gincana.cofecon.org.br, leia o regulamento da XIV Gincana Nacional de Economia, forme sua dupla e inscreva-se!
Neste 11 de junho de 2025, o Conselho Regional de Economia de Minas Gerais celebra seis décadas de dedicação à valorização da ciência econômica e dos profissionais que a exercem com ética, responsabilidade e visão transformadora.
Desde 1965, o Corecon-MG atua como guardião da boa prática profissional, promovendo o fortalecimento da categoria, o respeito à legislação e a defesa do exercício legal da profissão. Mais que um marco institucional, o Conselho é instrumento de proteção da sociedade e alicerce para o reconhecimento do papel estratégico do economista na construção de políticas públicas, no setor produtivo, na academia e nas mais diversas áreas da economia real.
Celebrar os 60 anos do Corecon-MG é também afirmar, com orgulho, o valor da profissão do economista, aquela que interpreta o presente, projeta o futuro e propõe caminhos para uma sociedade mais justa, eficiente e sustentável.
📝 Registrar-se no Conselho é um ato de responsabilidade, pertencimento e valorização da profissão. É garantir que sejamos reconhecidos como categoria essencial para o desenvolvimento regional e nacional.
Parabéns ao Corecon-MG pelos seus 60 anos. Parabéns a cada economista que acredita, atua e fortalece essa história.
Categorias Livro e Artigo Técnico serão voltadas para profissionais, enquanto Monografia e Artigo Temático são exclusivas para estudantes. Ao todo serão R$ 19 mil em prêmios
Estão abertas até o dia 04 de agosto as inscrições para o XXXI Prêmio Brasil de Economia. O concurso é promovido anualmente pelo Conselho Federal de Economia com o objetivo de incentivar a investigação econômica e valorizar a produção de conhecimento voltada para a realidade brasileira. Ao todo serão distribuídos R$ 19 mil em prêmios. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no site www.cofecon.org.br/pbe.
Uma das principais novidades deste ano está na categoria Artigo Temático. Ela será voltada exclusivamente para estudantes de Ciências Econômicas e cursos conexos aprovados pelo Cofecon, que estejam cursando a partir do terceiro período. O tema deste ano será a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (COP30), que será realizada em Belém nos dias 10 a 21 de novembro.
Os prêmios correspondem a R$ 8 mil para o primeiro lugar da categoria livro de economia; R$ 4 mil para o autor do melhor artigo técnico ou científico; R$ 3 mil para o primeiro colocado das categorias artigo temático e monografia de graduação; e R$ 1 mil para o segundo lugar da categoria monografia.
Ganhadores de 2024
Os primeiros colocados de cada categoria no XXX Prêmio Brasil de Economia foram:
Categoria Livro de Economia: Laduslau Dowbor, pela obra “Resgatar a Função Social da Economia: Uma questão de dignidade humana”.
Categoria Artigo Técnico ou Científico: Luiz Fernando de Paula e Tiago Rinaldi Meyer, com o trabalho “Determinantes do investimento no Brasil em 2007-2017 a partir de uma perspectiva pós-keynesiana: uma análise empírica”.
Categoria Artigo Temático (memórias e futuro da economia brasileira): Luciano Ferreira Gabriel, com o artigo “A Economia Brasileira no Período Recente: Uma análise por meio de controle sintético”.
Monografia de Graduação: Júlia Garani Franco (Universidade Estadual de Londrina), com o trabalho “Maternidade Solo, Gênero e as Interseccionalidades no Mercado de Trabalho Brasileiro”.
Estão abertas até 19 de setembro de 2025 as inscrições do XXXVII Prêmio Minas de Economia (PME), premiação promovida anualmente pelo Corecon-MG. Tal premiação conta com o patrocínio do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) e apoio do Sindicato de Economistas de Minas Gerais (Sindecon-MG).
O PME contempla as três melhores monografias dos cursos de graduação em Ciências Econômicas, Relações Econômicas Internacionais e demais cursos recepcionados e aprovados pela legislação do Conselho Federal de Economia (Cofecon), sem limitação temática, elaboradas em faculdades mineiras.
Cada curso de graduação poderá inscrever até três trabalhos, aprovados pelo órgão competente da instituição de ensino no ano anterior ou até o primeiro semestre do ano da premiação. As monografias são selecionadas pela faculdade e inscritas pelo professor responsável pelo curso ou pelo colegiado do curso.
Os três melhores trabalhos, conforme selecionados por comissão julgadora composta por três professores doutores em Economia, receberão as seguintes premiações em dinheiro: 1º lugar – R$ 8 mil; 2º lugar – R$ 5 mil; 3º lugar – R$ 2 mil. Ao 4º e 5º colocados serão oferecidas menções honrosas.
O interessado em participar deve procurar o coordenador do curso na instituição de ensino, que deverá encaminhar os trabalhos selecionados para o Corecon-MG em conjunto com o Formulário Inscrição XXXVII PME 2025 por meio do e-mail pme@corecon-mg.org.br, segundo as normas e procedimentos descritos no Regulamento Prêmio Minas de Economia 2025.
Sobre o Prêmio Minas de Economia
O PME acontece anualmente desde 1988, sendo um dos mais importantes e esperados concursos voltados para graduandos e recém-formados em Ciências Econômicas e áreas correlatas. Seu objetivo é incentivar a produção acadêmica no nível de graduação no estado de Minas Gerais, estimulando os estudantes a dedicarem mais esforço e apuro em suas pesquisas e reconhecerem os produtos finais desse empenho, cumprindo um papel educativo e cultural.
Desde 1968, o Sistema Cofecon/Corecons organiza o Congresso Brasileiro de Economia – CBE, neste ano, o CBE chega à sua 26ª edição consolidado como um dos mais importantes encontros da área econômica no país.. A cada dois anos, o evento reúne centenas de profissionais, acadêmicos, estudantes e cidadãos que se interessam pela área econômica para discutir temas econômicos essenciais para o país e o mundo.
O CBE em 2025 assume um significado especial: o Brasil precisa de soluções inovadoras e sustentáveis para enfrentar os desafios econômicos. Na ocasião, serão discutidos os principais pontos de transformação para um futuro melhor e mais justo.
Profissionais, estudantes estão convidados a participar e a contribuir com suas visões para um país mais próspero.
Desenvolvimento Sustentável: Reconstrução, Desafios, Oportunidades
Organizado pelo Sistema Cofecon/Corecons desde 1968, o Em 2025, o evento será realizado de 6 a 10 de outubro, em Porto Alegre – RS, e propõe uma reflexão profunda sobre os caminhos para um desenvolvimento sustentável no Brasil.
A programação reunirá especialistas, pesquisadores, estudantes e profissionais em torno de temas como crescimento econômico, reforma tributária, mudanças climáticas, comércio internacional, agronegócio, inovação e redução das desigualdades regionais.
Sediado pelo Corecon-RS, o CBE 2025 acontecerá em um momento marcante para o Estado, após os impactos climáticos de 2024, reforçando seu papel estratégico na construção de soluções para o futuro do país. O evento será híbrido, com transmissão ao vivo, e contará com palestras, painéis, workshops, apresentações científicas, premiações e muito mais. Inscreva-se, clique aqui.
Neste ano, os melhores classificados no âmbito de cada Corecon deverão gravar vídeos sobre a COP30
As inscrições para a XIV Gincana Nacional de Economia foram abertas no último dia 19 de maio. A competição, que busca integrar estudantes, promover o conhecimento econômico e aproximar a comunidade acadêmica das atividades do Sistema Cofecon/Corecons, é destinada a estudantes de Ciências Econômicas e cursos conexos devidamente aprovados pelo Cofecon. A premiação total é de R$ 10 mil.
A competição é disputada em duplas e ocorre em duas etapas: uma regional, realizada de forma totalmente online e simultânea em todo o país, e uma nacional – que consiste num jogo eletrônico e é disputada de forma presencial. A regional está prevista para o dia 06 de julho, das 9 às 10 horas, enquanto a etapa nacional acontecerá nos dias 07 e 08 de outubro, durante o XXVI Congresso Brasileiro de Economia, na cidade de Porto Alegre. As inscrições podem ser feitas até o dia 27 de junho, sem nenhum custo, pelo site gincana.cofecon.org.br.
Etapa regional e COP30
A etapa regional ocorrerá de forma online e terá duas fases: na primeira delas, os estudantes participarão de um jogo de perguntas e respostas sobre temas como macroeconomia, microeconomia e conjuntura brasileira. A cada resposta correta, eles somam pontos. No âmbito de cada Corecon, as nove duplas que somarem mais pontos na primeira fase deverão gravar um vídeo com prazo de envio de 09 a 11 de julho..
Neste ano, o tema do vídeo será a 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas – a COP30, que acontecerá em Belém nos dias 10 a 21 de novembro. O evento contará com representantes de todos os países, além de organizações da sociedade civil, empresas e especialistas. Espera-se que neste evento os países apresentem metas climáticas mais ambiciosas, além de propostas de reforço ao financiamento climático para países em desenvolvimento e soluções para proteger florestas tropicais.
O tema vem ganhando importância também dentro do Sistema Cofecon/Corecons. Neste ano foi criada a Comissão de Sustentabilidade Econômica e Ambiental, coordenada pela conselheira Elis Braga Licks. O trabalho envolve a realização de seminários e a construção de um documento do Cofecon com propostas para levar à Conferência. “Estamos promovendo seminários e debates para ampliar a discussão e fortalecer a visão sobre o papel da economia na transição sustentável. Nosso objetivo é apresentar um conjunto de propostas que possa orientar a atuação do Cofecon, dos economistas e dos formuladores de políticas públicas frente aos desafios do Século XXI”, expressou a conselheira Elis.
Etapa nacional
A fase nacional será presencial e acontecerá em outubro de 2025, nos dias 07 e 08 de outubro, em Porto Alegre (RS). Nessa etapa, os estudantes participarão de um jogo dinâmico, que simula a gestão de indicadores econômicos, exigindo habilidade de análise macroeconômica e tomada de decisão estratégica.
Além de estimular o aprendizado e a integração, a Gincana Nacional de Economia oferece aos participantes uma experiência única de vivência acadêmica e profissional. A competição é gratuita e contará com apoio logístico: o transporte interestadual e a hospedagem das duplas finalistas ficarão a cargo dos Corecons, enquanto o Cofecon será responsável pela alimentação e transporte interno durante o evento.
A dupla vencedora dividirá um prêmio de R$ 4 mil, com R$ 3 mil para os estudantes que alcançarem o segundo lugar, R$ 2 mil para a dupla que ficar em terceiro lugar e R$ 1 mil para o quarto lugar.
Vencedores anteriores
A Gincana Nacional de Economia é realizada pelo Cofecon desde 2011. Desde então, a competição teve os seguintes ganhadores:
2024, em Balneário Camboriú: Theo Dalmaso Kussama e Pedro de Campos Barbosa Moreno (UFRJ).
2023, em São Luís: Breno Liebmann Vervloet e Matheus Ferreira Maia (UFES).
2022, em João Pessoa: Daniel De Carvalho Vallejo e Anario Queiroz Barroso Neto (UFC).
A quinta edição do Seminário de Estudantes de Economia e Relações Econômicas Internacionais traz não apenas os desafios do presente, mas também as oportunidades para moldar um futuro mais justo e próspero.
Entre os dias 16 e 18 de maio, Belo Horizonte foi palco do 5º Seminário dos Estudantes de Economia e Relações Econômicas Internacionais. O evento foi uma realização do Corecon Acadêmico-MG, com apoio do Conselho Federal de Economia (Cofecon), Conselho Regional de Economia de Minas Gerais (Corecon-MG), Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (CREA-MG), Sindicato dos Economistas de Minas Gerais (Sindecon-MG) e Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais (Sindipetro-MG).
A solenidade de abertura ocorreu no dia 16 de maio, às 19h, na sede do CREA-MG, destacou que os objetivos centrais do evento são estimular a reflexão crítica sobre os desafios do desenvolvimento nacional, valorizar a pluralidade teórica e metodológica da ciência econômica, e fortalecer a presença estudantil nos debates sobre políticas públicas, justiça social e soberania nacional.
A mesa de abertura foi composta por Carolina Rocha Batista, presidente do Corecon-MG, Lúcia Garcia, conselheira federal representando a presidente do Cofecon, Tânia Cristina Teixeira, Stéfany Victória, presidente do Corecon Acadêmico de Minas Gerais, Breno Leandro, presidente do Sindecon-MG, Guilherme Alves, coordenador do Sindipetro-MG, presidente do Sindicato dos Auditores de Tributos Municipais de Belo Horizonte – Sinfisco, André de Freitas Martins, Angélica Ferreti, representando o presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Luís Eduardo Falcão Ferreira e Paula Cares (Unimontes).
Breno Leandro (Sindecon), Stéfany Victória (Corecon Acadêmico), Lúcia Garcia (Cofecon), Carolina Batista (Corecon-MG), André Martins (Sindifisco BH), Angélica Ferreti (AMM) e Paula Cares (Unimontes)
Em sua fala, a presidente do Corecon-MG, Carolina Rocha Batista, destacou a importância de fortalecer os espaços de participação estudantil dentro dos Conselhos Regionais:
“O Corecon Acadêmico é um instrumento essencial para aproximar o Conselho das universidades e para construir uma economia que seja, de fato, democrática, inclusiva e voltada para o desenvolvimento nacional. Os estudantes de Economia e Relações Internacionais têm um papel estratégico nesse processo, e eventos como este mostram o quanto o futuro da nossa profissão está em boas mãos.”
Ela ainda reforçou o compromisso do Corecon-MG com a formação crítica dos futuros economistas e com o incentivo à pluralidade de ideias:
“Nosso papel institucional vai além da fiscalização profissional. Estamos aqui para promover o debate público, valorizar as contribuições da ciência econômica e fomentar o protagonismo da juventude na construção de soluções para os desafios do nosso tempo.”
Angélica Ferreti, lembrou que o Corecon-MG tem desempenhado um papel relevante na Associação Mineira de Municípios (AMM), especialmente na seleção dos melhores projetos no Prêmio AMM de Boas Práticas na Gestão Municipal.
“A atuação dos conselheiros do Corecon-MG tem contribuído, ao longo dos últimos três anos, para identificar e promover práticas exitosas entre os 853 municípios mineiros. Projetos vencedores são levados como referência a outras localidades, impulsionando a disseminação de boas práticas administrativas”.
Na sequência, André Martins, presidente do Sindicato dos Auditores de Tributos Municipais de Belo Horizonte – Sinfisco, agradeceu a iniciativa do seminário e destacou que eventos como este proporcionam novas perspectivas para atuação prática dos economistas.
Espaço como este é importante para o debate de ideias que extrapolam a teoria da sala de aula, especialmente em relação à reforma tributária e seus impactos sobre o desenvolvimento nacional.
Breno Leandro do Carmo Corrêa, presidente do Sindicato dos Economistas, parabenizou o Coreceon-MG pela forte articulação com o meio acadêmico destacando o papel nacional de referência do Corecon Acadêmico de Minas Gerais.
“A atuação conjunta entre conselho profissional e sindicato na valorização e na inserção qualificada dos economistas no mercado”, afirmou.
A economista Carolina Rocha, presidente do Corecon-MG, fez a saudação oficial de abertura, evidenciando a importância do evento como espaço de construção de conhecimento, de troca de experiências e de fortalecimento da formação ética e crítica dos futuros economistas.
“Este é mais que um evento acadêmico; é a materialização de um sonho coletivo. Celebramos este seminário em um ano simbólico, em que o Corecon MG completa 60 anos, consolidando-se como a verdadeira casa dos economistas mineiros”,
Ela destacou ainda os esforços em atualizar a Lei 1.411/1951, que regulamenta a profissão do economista. A tramitação de um novo projeto de lei no Congresso, com apoio do Cofecon e dos conselhos regionais, visa ampliar e modernizar o campo de atuação dos economistas diante dos desafios contemporâneos.
Representando o COFECON, a conselheira, Lúcia Garcia, trouxe a saudação da presidenta Tânia Teixeira, mineira e primeira mulher a ocupar a presidência do órgão. Ressaltou a missão dual do sistema Cofecon/Corecon: discutir o desenvolvimento nacional e defender os economistas enquanto trabalhadores e pensadores que merecem reconhecimento e espaço digno na sociedade.
“Neste encontro de gerações, estamos sobre os ombros de gigantes. É fundamental que essa nova geração de economistas siga firme, ousada e apaixonada pela profissão.”
Em nome da Universidade Estadual de Montes Claros, a professora Paula Cares agradeceu o convite e ressaltou como os alunos do norte de Minas sentem-se incluídos e representados a cada edição do seminário.
A participação crescente demonstra a importância do evento para a formação dos estudantes do interior.
Por fim, a estudante Stefany Victória, presidente do Corecon Acadêmico, encerrou a cerimônia de abertura com uma fala inspiradora:
“Nós somos formados pelas nossas experiências. Este seminário é uma aula diferente, é um espaço de troca, de conexão, de construção coletiva. Minas Gerais é riquíssima, e a nossa formação como economistas precisa desse contato com diferentes realidades. Sejam bem-vindos e que este seja um seminário inesquecível!”
A noite também foi marcada pela palestra magna do diretor-geral do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG), Gustavo Vidigal, que abordou os fundamentos constitucionais do desenvolvimento nacional, o papel do planejamento estatal e a importância da boa gestão da despesa pública como forma de investimento social. Com uma fala dinâmica e acessível, Vidigal destacou:
“Será que nós conseguimos ou estamos conseguindo promover o bem de todos, sem preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação? Essas perguntas estão logo no artigo terceiro da Constituição. São nossos objetivos fundamentais. Como gestor público, como economista, advogado ou cidadão, temos a missão de buscá-los.”
Vidigal destacou ainda a relevância da despesa pública como instrumento de investimento, particularmente no contexto brasileiro, e o papel indutor do Estado por meio das contratações públicas e da gestão orçamentária.
17 de maio
A programação do dia 17 de maio foi intensa e diversificada:
9h – Mesa: Da Industrialização à Economia Digital: O Brasil e Seus Ciclos de Desenvolvimento, com Reginaldo Lopes (economista e deputado federal), Lúcia Garcia (economista e conselheira federal do Cofecon), e Haroldo Silva (economista e vice-presidente do Corecon-SP).
Em sua fala, Haroldo Silva destacou a importância de compreender os ciclos históricos da economia brasileira e defendeu a retomada de uma agenda de desenvolvimento produtivo:
“O Brasil precisa retomar a agenda de desenvolvimento produtivo com base na reindustrialização e na valorização do conhecimento e da inovação tecnológica”, afirmou.
Já Lúcia Garcia enfatizou que não há desenvolvimento sem trabalho decente:
“Não há política de desenvolvimento que se sustente sem enfrentar a questão do trabalho precarizado e das desigualdades estruturais no Brasil. A economia digital precisa ser um instrumento de inclusão e não de aprofundamento das desigualdades”, declarou.
O deputado federal Reginaldo Lopes enfatizou a importância do fortalecimento das instituições democráticas e do investimento em educação econômica.
“O Brasil precisa entender a economia como um instrumento de transformação social”, defendeu.
10h30 – Mesa: Brasil e a Economia Internacional, com Juliane Furno (economista e professora da UERJ), Luciana Servo (economista e presidente do IPEA), e Antônio Corrêa de Lacerda (economista e conselheiro federal do Cofecon).
A economista e professora da UERJ, Juliane Furno, destacou os rearranjos na geopolítica internacional e seus efeitos econômicos.
“Há uma reordenação da dinâmica militar. As taxas de crescimento dos gastos com defesa são muito maiores na China e na Rússia. Também vemos movimentos como a desdolarização e a criação de redes alternativas ao sistema Swift. É uma contestação do poder absoluto do dólar”, afirmou.
Luciana Servo, presidente do IPEA, também abordou a nova configuração econômica global.
“O país que mais cresceu em 2024 foi a Índia, seguido pela Indonésia e pela China. Todos do lado de lá, do Pacífico, com culturas milenares e pensamento de longo prazo. O Brasil está na média do G20, mas a China já domina como principal parceiro comercial dos nossos estados”, destacou.
14h – Mesa: Minas Gerais: Passado, Presente e Futuro Econômico – Desafios e Oportunidades no Cenário Nacional, com Fabricio Missio (presidente do IPEAD), Vilma Pinto (assessora da Vice-Presidência da República), Eulália Alvarenga (economista) e Andréia de Jesus (deputada estadual).
15h30 – Mesa: Brasil 2030: Como as Políticas Econômicas de Hoje Moldam o Amanhã, com Alexandre Finamori (engenheiro e pesquisador da FGV), Elis Licks (economista e conselheira federal do Cofecon), e Guilherme B. Checco (Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima).
O evento se encerrou no domingo, dia 18 de maio, com atividades na sede do Corecon-MG, incluindo momentos de integração e planejamento de novas ações do Corecon Acadêmico-MG.
O 5º SEEMG reafirmou o protagonismo estudantil e o compromisso das instituições com o debate crítico e a construção de um projeto nacional de desenvolvimento, plural e democrático.
O 5° Seminário dos Estudantes de Economia de Minas Gerais – SEEMG, será realizado nos dias 16, 17 e 18 de maio no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais – CREA. Pretende-se um evento que reúna os estudantes de economia de todo o estado para reflexões sobre os diferentes assuntos no campo de atuação da economia e, com o auxílio de palestrantes conceituados nas mais diversas áreas da economia, proporcionar atividades interativas, palestras e debates que busquem incentivar aos seminaristas – economistas em formação – o interesse em construir o futuro da Economia!
Neste ano, tem por tema central “História e Futuro: desenvolvimento brasileiro e os impactos da política econômica em Minas Gerais”. Busca-se trazer uma visão histórica aliada a análises da conjuntura atual para embasar discussões sobre as políticas econômicas, os investimentos e as expectativas, além do desenvolvimento regional.
Aos futuros profissionais da economia será oferecido novas percepções de organização da comunidade que sejam sustentáveis, visem a igualdade, o progresso social e humano. Serão 30 horas complementares para os estudantes.
Os ingressos já estão à venda, acesse aqui! O evento configura-se como um espaço enriquecedor para a ampliação do conhecimento sobre economia e política, além de contribuir para a construção de um estado mais justo e próspero.
Palestra de abertura
Intitulada “Panorama do Censo 2022: Minas Gerais”, a mesa de abertura acontecerá com a colaboração do economista e presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, Márcio Pochmann, no dia 16/05, às 19 horas.
Segundo dia
A mesa “Da Industrialização à Economia Digital: O Brasil e Seus Ciclos de Desenvolvimento” reunirá personalidades de grande renome: Reginaldo Lopes, economista e deputado federal, Haroldo Silva, vice-presidente do Corecon-SP e Lúcia Garcia, conselheira federal e economista do Dieese. Acontecerá a partir das 9 horas do dia 17 de maio.
A partir das 10h30, será realizada a mesa “Brasil e a Economia Internacional”, com a participação de Juliane Furno, economista e professora da UERJ, Luciana Servo, economista e presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – Ipea, e o professor e conselheiro federal, Antônio Lacerda.
No início da tarde, às 14 horas, teremos a mesa “Minas Gerais: Passado, Presente e Futuro Econômico – Desafios e Oportunidades no Cenário Nacional” trará Fabrício José Missio, economista presidente da Fundação Ipead da UFMG, Vilma Pinto, assessora na Diretoria de Assuntos Econômicos e Sociais da vice-presidência da República Federativa do Brasil e Eulália Alvarenga, economista.
Na sequência, às 15h30 será formada a mesa “Brasil 2030: Como as Políticas Econômicas de Hoje Moldam o Amanhã” que terá a economista e conselheira federal, Elis Licks e Alexandre Finamori, Gerente de articulação e integração de processos.
Marcio Pochmann, presidente do IBGE
Reginaldo Lopes, economista e deputado federal
Haroldo Silva, vice-presidente Corecon-SP
Lúcia Garcia, Economista do Dieese e Conselheira Federal
Juliane Furno, economista e professora da UERJ
Luciana Servo, presidente do IPEA
Eulália Alvarenga, economista
Fabrício Míssio, presidente do Ipead
Vilma Pinto, Assessora de Assuntos Econômicos e Sociais e Vice-Presidência do Brasil
Antônio Lacerda, Economista e Conselheiro Federal
Elis Licks, Economista e conselheira Federal
Alexandre Finamori, Gerente de articulação e integração de processos
Neste novo episódio “Quando a economia é delas, todos ganham”, o Corecon-MG reuniu Carla Reis, doutoranda em economia, e as economistas, Emmanuele Silveira, Valquíria Assis e Carolina Rocha Batista para debaterem o impacto da presença feminina em três frentes fundamentais: a política, a economia solidária e o mercado de trabalho.
Na política, refletimos sobre os obstáculos que ainda limitam a ocupação de espaços de poder por mulheres — e como sua participação ativa é essencial para uma agenda econômica mais justa e inclusiva.
Na economia solidária, destacamos experiências lideradas por mulheres que colocam no centro os valores da cooperação, da sustentabilidade e do cuidado, transformando comunidades e promovendo autonomia.
Já no mercado de trabalho, o debate passa pelas desigualdades persistentes: da disparidade salarial à sobrecarga do trabalho doméstico não remunerado, passando pelos impactos da maternidade na trajetória profissional — especialmente o preconceito enfrentado por mulheres grávidas ou com filhos pequenos, que ainda são vistas como menos produtivas ou disponíveis.
Mais do que levantar dados, esta conversa busca mostrar como as mulheres vêm redesenhando os contornos da economia — e por que isso beneficia toda a sociedade. Assista com a gente, curta e compartilhe!
O PodCast do Corecon-MG Mulheres acontece hoje às 19 horas no canal CoreconMinas no YouTube. Acesse a Live, clique aqui.
Edição de março vem sendo tradicionalmente dedicada às mulheres. Artigos abordam questões de gênero e sustentabilidade
A edição número 55 da Revista Economistas, em comemoração ao Mês da Mulher, iniciativa da Comissão Mulher Economista e Diversidade traz artigos escritos por mulheres economistas – publicação que vem se tornando tradição nos últimos anos para a edição de março.
Os textos exploram a relação entre economia e gênero, destacando desafios, desigualdades e avanços na participação das mulheres na profissão, no mercado de trabalho e na sociedade, e abordam temas que vão desde o impacto do trabalho doméstico não remunerado até o custo da violência doméstica para a economia, além da sub-representação feminina na ciência econômica e no mercado de trabalho.
A nova edição pode ser acessada clicando na imagem ao lado.
Uma matéria especial destaca a posse de Tania Cristina Teixeira como presidenta do Cofecon, um marco na trajetória da autarquia que reflete as transformações na profissão de economista. Sua liderança simboliza o avanço da representatividade feminina no campo econômico, consolidando um movimento que busca maior equidade e participação ativa das mulheres nos debates e decisões sobre o desenvolvimento do país. O evento foi também um momento de reconhecimento às economistas que pavimentaram esse caminho, reforçando a importância de fortalecer espaços de liderança para mulheres na economia.
Artigos da edição 55
Sustentabilidade da vida
O trabalho doméstico não remunerado é um pilar essencial para a manutenção da vida e da força de trabalho, mas permanece invisível e desvalorizado dentro do sistema econômico tradicional. Historicamente, mulheres são as principais responsáveis por essa carga de cuidados, o que reforça desigualdades de gênero, raça e classe e sustenta a lógica do capitalismo. Beatriz Cerqueira Worspite analisa como o sistema capitalista prioriza o lucro em detrimento do cuidado com a vida, sugerindo a necessidade de repensar essa estrutura em busca de um modelo econômico mais justo e igualitário.
Investimento no combate à violência doméstica
A violência contra a mulher não é apenas uma questão social, mas também um custo econômico significativo, argumenta Roberta Muniz. Um estudo do Instituto Maria da Penha, em parceria com a UFC, mostrou que mulheres vítimas de violência perdem, em média, 18 dias de trabalho por ano, afetando sua produtividade e estabilidade financeira. No Rio de Janeiro, os prejuízos podem ultrapassar R$ 6,6 bilhões anuais em perda de renda e produtividade. Investir no combate à violência doméstica é uma estratégia inteligente para o crescimento econômico, pois a falta de políticas públicas eficientes prejudica tanto as vítimas quanto o desenvolvimento do país.
Mulheres na Economia
A participação feminina na economia é fundamental para o crescimento sustentável e a inovação. Estudos do FMI e do Banco Mundial indicam que a igualdade de gênero pode impulsionar significativamente o PIB global. No entanto, mulheres ainda enfrentam desigualdade salarial, ganhando 22% a menos que os homens, e ocupando apenas 37% dos cargos de liderança no Brasil. O artigo de Dirlene Silva destaca como a equidade de gênero fortalece economias e apresenta estratégias para ampliar a inclusão feminina no mercado de trabalho e promover o empreendedorismo, apontando caminhos para um futuro mais justo e próspero.
Reconhecimento das mulheres economistas
A história da ciência econômica, dominada por grandes pensadores, muitas vezes negligencia o reconhecimento das contribuições das economistas mulheres. O artigo de Isabel Ribeiro destaca a trajetória de exclusão das mulheres na profissão, exemplificada pela escassa premiação feminina no Nobel de Economia, com apenas três mulheres laureadas entre 1969 e 2024. O texto celebra as contribuições de pioneiras como Elinor Ostrom, Esther Duflo e Claudia Goldin, além de outras economistas renomadas, que transformaram áreas essenciais da economia.
Mulheres no capitalismo tardio
Como as desigualdades estruturais afetam as mulheres no Brasil? Quais avanços e desafios persistem nas políticas públicas voltadas para equidade de gênero? Pamela Sobrinho analisa os impactos da precarização do trabalho, da violência de gênero e das políticas de inclusão na realidade das mulheres, especialmente negras e periféricas. Apesar de avanços, a sub-representação política e a sobrecarga de trabalho ainda são desafios estruturais que precisam ser enfrentados.
Adoráveis Mulheres Economistas
A trajetória das mulheres na economia tem sido marcada por desafios, avanços e grandes conquistas. No artigo “Adoráveis Mulheres Economistas”, Mônica Beraldo revisita momentos históricos da luta pela valorização da presença feminina no Sistema Cofecon/Corecons, desde o primeiro debate sobre gênero em um Congresso Brasileiro de Economistas, em 1999, até a eleição da primeira mulher presidente do Cofecon em 2025. O artigo também destaca iniciativas fundamentais para ampliar o protagonismo feminino na economia.
Mulheres e Superendividamento
O superendividamento é uma realidade que afeta milhões de brasileiros, mas as mulheres são particularmente vulneráveis a esse problema. Desigualdade salarial, jornadas duplas de trabalho, falta de acesso a crédito justo e a sobrecarga financeira são alguns dos fatores que agravam essa situação. A economista Janile Soares analisa as causas do endividamento feminino, suas consequências e possíveis soluções. Como o superendividamento impacta a economia do país? Quais políticas públicas podem ajudar a reverter esse cenário? Como a educação financeira pode ser uma ferramenta de empoderamento feminino?
Mercado de Trabalho e Desigualdade de Gênero
Em um cenário onde as desigualdades de gênero ainda dominam o mercado de trabalho no Brasil, o campo da Economia não é exceção. O artigo de Eliane Araujo e Adriana Ripka expõe as persistentes assimetrias enfrentadas pelas mulheres, mesmo com avanços significativos nos últimos anos. Apesar das dificuldades, a educação das mulheres avançou, e elas se destacam nas universidades. No entanto, a luta por igualdade de oportunidades e pelo fim da discriminação de gênero continua. O artigo também é um chamado para que mais mulheres economistas se juntem aos Conselhos Regionais de Economia e se envolvam ativamente na transformação desse cenário.
Vieses cognitivos na desigualdade de gênero
O artigo de Viviane Almeida Morais aborda como os vieses cognitivos afetam a participação das mulheres nas instituições financeiras brasileiras. Ao aplicar conceitos da Economia Comportamental, a pesquisa explora como preconceitos inconscientes, como os vieses de confirmação, ancoragem e o status quo, contribuem para perpetuar a desigualdade de gênero no mercado de trabalho, especialmente em cargos de liderança.