Um economista e um estudante de Economia mineiros foram destaque no XXVIII Prêmio Brasil de Economia, entregue pelo Conselho Federal de Economia (Cofecon) nesta quarta-feira, 02 de novembro, durante a solenidade de abertura do XXVII Simpósio Nacional dos Conselhos de Economia (Since). A premiação destina-se a reconhecer autores de livros de economia, artigos técnicos/científicos, artigos temáticos e monografias de graduação de todo o Brasil, regularmente registrados no Sistema Cofecon/Corecons. Confira os resultados abaixo.

Artigo técnico/científico

Paulo Dantas, vice-presidente do Cofecon, entrega o prêmio de 1º lugar na categoria artigo técnico/científico do XXVIII Prêmio Brasil de Economia ao economista mineiro Benito Adelmo Salomão Neto – Foto: Reprodução/Cofecon

Benito Adelmo Salomão Neto, doutor em Economia pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), trouxe o prêmio da categoria artigo técnico/científico para Minas Gerais, o qual venceu com o trabalho “Assimetrias e Causalidades entre Receitas de Despesas Públicas no Brasil”, que analisa a condução da política fiscal no Brasil entre janeiro de 2003 e dezembro de 2018.

Em segundo lugar, ficou Carlos Augusto Grabois Gadelha, autor do trabalho “O Complexo Econômico-Industrial da Saúde 4.0: por uma Visão Integrada do Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental”; e em terceiro, Augusta Pelinski Raiher, com o artigo “Criminalidade e Desvantagem Socioeconômica: uma Análise Espacial ao Longo dos Municípios do Brasil”.

Monografia

Na categoria monografia de graduação, venceu o estudante Vicente Loeblein Heinen, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com o trabalho “Superpopulação Relativa no Brasil: Tamanho e Composição Entre 2012 e 2020”, no qual faz uma análise do desemprego e do subemprego no Brasil.

Mas Minas Gerais não ficou de fora: o estudante Giornni Paolinelli Raposo Duarte, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), obteve o segundo lugar com o trabalho “O Nexo Água-Energia-Emissões na Matriz Elétrica de Minas Gerais: Impactos Econômicos e Ambientais”.

A terceira colocada, por sua vez, foi Izabelli Barreto Cardoso, da Universidade Federal Fluminense (UFF), cuja monografia consistiu em uma “Análise dos Impactos Ambientais na Agropecuária no Centro-Oeste Brasileiro”.

Artigo temático

“Estado, Economia e Democracia no Brasil” foi o tema deste ano da categoria Artigo Temático, que teve como vencedor o economista Luiz Carlos Thadeu Delorme Prado, autor do artigo “Um Ensaio Sobre Instituições Econômicas e Democracia em Perspectiva Histórica – O Debate Internacional e o Caso Brasileiro”. O trabalho aponta que, muitas vezes, a relação entre economia e democracia se manifesta de forma contraditória, não necessariamente ligada ao desenvolvimento.

O artigo “Crises, rupturas e reformas no Brasil”, de Roberto Padovani, obteve o segundo lugar. O autor argumenta que os poderes econômico e ideológico, que formam a sociedade civil, limitam o poder do Estado e fazem com que as crises econômicas sejam acompanhadas por tensões políticas e revisões na orientação de políticas públicas.

Livro

Alexandre de Freitas Barbosa, autor de “O Brasil Desenvolvimentista e a Trajetória de Rômulo Almeida: projeto, interpretação e utopia”, venceu a categoria livro de economia com a obra que levou mais de 10 anos para ser elaborada. “Construí e organizei uma equipe de pesquisa para tentar rastrear quem foi Rômulo Almeida e o material que conseguimos é impressionante”, contou o autor em live realizada no dia 13 de agosto.

Gustavo Henrique de Barroso Franco, autor de “Lições Amargas: Uma História Provisória da Atualidade”, ficou em segundo lugar, enquanto Adriano José Pereira e Ricardo Dathein ficaram em terceiro com o livro “A Dependência Tecnológica Brasileira”.

Com informações do site do Cofecon

Minas Gerais se destaca no XXVIII Prêmio Brasil de Economia; confira resultado

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