O Conselho Regional de Economia da 10ª Região – Corecon-MG manifesta seu apoio e compartilha da reflexão apresentada pelo Conselho Federal de Economia na nota alusiva ao Dia Internacional da Mulher. A data representa não apenas um momento de celebração das conquistas das mulheres, mas também um chamado à sociedade para reconhecer e enfrentar as desigualdades que ainda marcam profundamente o acesso feminino ao trabalho, à renda, à educação, à ciência, à liderança e aos espaços de poder.

Nesse sentido, o Corecon-MG reafirma a importância de ampliar o debate sobre as desigualdades de gênero na economia e no mercado de trabalho, reconhecendo que a construção de um desenvolvimento econômico mais justo e sustentável passa necessariamente pela promoção da equidade, pela valorização das mulheres e pela ampliação de sua participação nos espaços de decisão.

Alinhado às iniciativas conduzidas pelo Cofecon e pela Comissão Mulher Economista e Diversidade, o Corecon-MG reforça seu compromisso institucional com a promoção de uma economia mais inclusiva, na qual as mulheres sejam reconhecidas como protagonistas fundamentais do desenvolvimento social, econômico e democrático do país.

Leia abaixo a nota do Cofecon publicada em https://cofecon.org.br/

Dia Internacional da Mulher — Por uma economia com igualdade e justiça social 

publicado em 6 de março de 2026

No dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, o mundo é chamado não somente a celebrar conquistas, mas, principalmente, a refletir sobre as desigualdades que ainda interferem profundamente no acesso das mulheres ao trabalho, à renda, à educação, à ciência, à liderança e ao poder político. As mulheres seguem enfrentando barreiras históricas que se expressam na desigualdade salarial, na sobrecarga do trabalho de cuidado não remunerado, na precarização das condições de trabalho, na sub-representação em espaços de decisão e liderança e na exclusão de setores estratégicos da economia.

Essas desigualdades não são naturais: são produzidas por estruturas sociais, econômicas e institucionais que precisam ser transformadas por meio de políticas públicas e ação coletiva. Por isso, o Mês da Mulher é um chamado à reflexão e à construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

Diversos estudos sustentam a correlação positiva entre diversidade de gênero e desempenho econômico:

  • Diversity Wins (McKinsey & Company, 2020): empresas com maior diversidade de gênero entre seus executivos têm 25% mais probabilidade de superar financeiramente a média de seus pares.
  • Gender 3000 Report (Credit Suisse Research Institute, 2021): organizações com mulheres em posições de liderança apresentam retornos sobre o patrimônio (ROE) mais elevados. A presença de apenas uma mulher no conselho já traz uma melhora em indicadores financeiros.
  • Global Gender Gap Report (Fórum Econômico Mundial, 2022): países com maior participação de mulheres em cargos de liderança e no parlamento tendem a ter melhores resultados em inovação, educação e indicadores de bem-estar geral.
  • IMF Country Report (Relatório do Fundo Monetário Internacional sobre o Brasil, 2025): reduzir à metade a diferença de gênero na participação na força de trabalho (dos atuais 20 pontos percentuais para 10 pontos) poderia acrescentar 0,5 ponto percentual por ano ao PIB brasileiro até 2033.

A diversidade melhora processos de tomada de decisão, amplia a compreensão dos cenários, leva em conta realidades muitas vezes silenciadas e, desta maneira, gera respostas mais eficientes a contextos complexos e instáveis. Por isso, o Conselho Federal de Economia, por meio da Comissão Mulher Economista e Diversidade, promove uma série de atividades no mês de março para trazer esta questão ao centro das discussões econômicas.

O debate “Desigualdades de gênero no mercado de trabalho: oportunidades, riscos, liderança e ação coletiva”, em formato virtual no dia 6 de março (assista AQUI), traz diversas questões importantes – entre elas, os riscos psicossociais que as mulheres enfrentam no ambiente de trabalho. Um novo debate está agendado para o dia 19 de março, em formato híbrido. Também realizaremos uma campanha com postagens em redes sociais, valorizando a trajetória de mulheres economistas.

Para o Conselho Federal de Economia, pensar o desenvolvimento brasileiro exige, necessariamente, incorporar a perspectiva de gênero como eixo estruturante das políticas econômicas. Não há desenvolvimento sustentável, tampouco democracia plena, sem a participação efetiva das mulheres na economia, na política, na ciência e na construção dos rumos do país.

Por isso, neste Mês da Mulher, o Cofecon, por meio da Comissão Mulher Economista e Diversidade, reafirma seu compromisso com uma agenda que integra economia, justiça social, políticas de valorização e suporte às mulheres e inclusão produtiva. Defendemos uma economia que esteja a serviço da vida, da dignidade, da liberdade e do futuro, reconhecendo as mulheres como protagonistas do desenvolvimento e da transformação social.

Tania Cristina Teixeira 
Presidenta do Conselho Federal de Economia (Cofecon)

Teresinha de Jesus Ferreira da Silva
Coordenadora da Comissão Mulher Economista e Diversidade – Cofecon

Corecon-MG compartilha reflexão do Cofecon sobre desigualdades de gênero na economia

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