75 anos da Economia no Brasil: Reitor da UFV destaca aproximação entre universidade e entidades profissionais
A celebração dos 75 anos da regulamentação da profissão de economista no Brasil, promovida pelo Conselho Regional de Economia de Minas Gerais (Corecon-MG), em 13 de agosto, também marcou a entrega do 3º Prêmio Economia Mineira. A cerimônia reuniu economistas, representantes de universidades, instituições públicas e privadas, entidades profissionais e veículos de comunicação.
Entre os integrantes da mesa de honra esteve o reitor da Universidade Federal de Viçosa (UFV), Demétrius David, que destacou a coincidência entre os 75 anos da regulamentação da profissão, o centenário da UFV, os 50 anos do curso de Economia e os 20 anos do Programa de Pós-Graduação em Economia da Universidade. Em sua fala, o reitor defendeu uma aproximação maior entre os Conselhos profissionais e as universidades, especialmente para que os estudantes conheçam, ainda durante a formação, as funções e responsabilidades dessas instituições.
Leia a íntegra da fala do reitor Demétrius David
Boa noite a todos e a todas.
Boa noite, pessoal.
Inicialmente, cumprimento a presidente do Corecon-MG, Carolina, em seu nome e os demais membros do dispositivo.
A todos os economistas aqui presentes, nossos parabéns pelos 75 anos de regulamentação da profissão. Dizem que reitor fala muito, não é? E reitor em segundo mandato, como eu, fala mais ainda. Mas eu serei muito breve. Eu não poderia deixar, Carolina, de destacar algumas questões que marcam este momento.
Primeiro, é um momento emblemático, em que temos 75 anos de regulamentação da profissão, coincidindo com os 100 anos da Universidade Federal de Viçosa, os 50 anos do curso de Economia, que já formou mais de 1.500 economistas para atuarem no Brasil e no mundo, e também os 20 anos do Programa de Pós-Graduação em Economia da nossa Universidade.
Então, para nós, é uma grande honra estar aqui presente.
Mas o que eu queria destacar é que a minha presença aqui neste dia é uma singela representação de uma necessidade cada vez maior que nós temos de aproximação dos diversos Conselhos, e não apenas do Corecon, com as nossas universidades.
Sempre me incomodou muito e, quando o Breno mencionou o Corecon Acadêmico, eu fiquei muito feliz. Sempre me incomodou muito o fato de que as universidades é que formam os profissionais nas diversas áreas de atuação. E, muitas vezes, nós formamos profissionais que não entendem, de maneira clara, a função dos Conselhos, vendo-os, muitas vezes, apenas como órgãos arrecadadores.
Falo isso com tranquilidade porque sou filiado ao Crea. Sou engenheiro e filiado há mais de 35 anos. Um tempo atrás, tive uma notícia feliz e triste ao mesmo tempo. Quando recebi minha anuidade para pagar, vi que o valor era muito menor do que eu estava acostumado. Entrei em contato com o presidente do CREA, que é muito amigo nosso, pensando que deveria ter ocorrido algum erro.
Não. Ele me explicou que, como eu já tinha 35 anos de contribuição, pagaria apenas 10% da anuidade.
Eu não sei se aqui funciona dessa forma, mas, na Engenharia e na Agronomia, funciona assim. Então, fiquei feliz por pagar menos, mas, ao mesmo tempo, triste por saber que já estou bem experiente.
Mas eu sempre tento trabalhar para essa aproximação, e minha vinda aqui representa isso.
Nós temos, por exemplo, hoje, a sede do CREA, Conselho Regional de Engenharia e Agronomia, dentro da UFV. E eu convido o Corecon para estar conosco também nesse processo, porque é muito importante essa aproximação dos Conselhos com a Academia, para que nós possamos educar os futuros economistas sobre as reais funções e missões do Conselho e do sindicato, para que eles não se formem já criticando o sistema.
Outra questão que eu gostaria de destacar, muito rapidamente, é que, por estarmos completando o centenário, a gente acaba refletindo sobre algumas questões.
Eu tenho falado, Carolina, que se enganam aqueles que acham que somos uma instituição antiga. Eu falo que somos uma jovem criança de 100 anos.
Por que estou falando isso?
75 anos é muito pouco tempo. E isso reflete uma das razões pelas quais nós ainda somos um país subdesenvolvido. Enquanto mundo afora nós temos universidades milenares, e, na própria América Latina, temos universidades com mais de 500 anos, o sistema universitário brasileiro é muito recente, tem pouco mais de 100 anos.
Nesse contexto, no caso da UFV, nós somos uma das instituições mais antigas, mas nem por isso ultrapassadas.
Isso vale também para a Economia. Ou seja, 75 anos é pouco tempo demais para uma profissão com a importância da Economia, ainda mais em um país como o Brasil, que tem uma instabilidade absurda.
E eu fico pensando aqui quão difícil é a atuação de vocês.
Eu sou hidrólogo, e, na hidrologia, já está muito difícil, porque todo mundo tem acompanhado as mudanças climáticas. Na hidrologia, nós sempre fizemos o quê? Analisamos a frequência de ocorrência dos eventos do passado para estimar a probabilidade teórica de ocorrência de um evento no futuro.
Mas isso já não se consegue mais, porque os extremos climáticos são muito diferentes do que ocorreu no passado.
E, na Economia, isso acontece a todo momento. Ter previsibilidade econômica em um país como o nosso é muito difícil.
Mas foi muito bem destacada pela Carolina e pelo Breno a importância social da atuação de vocês. Ou seja, a Economia é uma profissão que interfere na vida das pessoas, na qualidade de vida. E, por isso, vocês merecem de todos nós o mais profundo respeito e admiração.
Muito obrigado por essa oportunidade de estar aqui com vocês neste momento tão especial.
Obrigado e boa noite a todos.
Parceria Corecon-MG e Allcare, cuidando do economista
O Conselho Regional de Economia de Minas Gerais (CORECON-MG), em parceria com a Allcare, apresenta uma oportunidade exclusiva para novas adesões a planos de saúde, com condições especiais para economistas e suas famílias.
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75 anos da profissão de economista: Corecon-MG celebra trajetória e reconhece quem constrói a Economia de Minas e do Brasil
Cerimônia marcou a entrega do 3º Prêmio Economia Mineira e reuniu representantes de instituições, universidades, entidades profissionais e diferentes áreas de atuação da Economia
Uma história de 75 anos não começa em uma assinatura. Ela começa muito antes.
Foi a partir dessa perspectiva que o Conselho Regional de Economia de Minas Gerais (Corecon-MG) celebrou, em 13 de agosto, os 75 anos da regulamentação da profissão de economista no Brasil, em uma cerimônia que também marcou a entrega do 3º Prêmio Economia Mineira.
O evento reuniu economistas, representantes de universidades, instituições públicas e privadas, entidades profissionais e veículos de comunicação para celebrar a trajetória da profissão e reconhecer pessoas e instituições que contribuem para a produção do conhecimento econômico, a formação profissional, o desempenho técnico e a comunicação especializada.
O marco histórico remete a 13 de agosto de 1951, quando foi sancionada a Lei nº 1.411, que regulamentou a profissão de economista no Brasil. Mas, como destacou a presidente do Corecon-MG, Carolina Rocha Batista, a regulamentação não representou o início da trajetória, mas a consolidação de um processo que já estava em construção.
“Mas uma história de 75 anos não começa em uma assinatura. Ela começa muito antes.”
A construção da profissão acompanhou as transformações do próprio país. A formação acadêmica, a produção de conhecimento, a organização profissional e a mobilização da categoria foram construindo as bases para que a Economia se consolidasse como campo de conhecimento e atuação profissional.
Uma profissão construída também pela organização da categoria
A trajetória dos economistas também foi marcada pela organização das entidades profissionais. O presidente do Sindicato dos Economistas de Minas Gerais (Sindecon-MG), Breno Leandro, resgatou parte dessa história ao lembrar a articulação, ainda na década de 1960, entre entidades como o Sindicato dos Economistas, o Centro de Economia e a Associação dos Economistas de Minas Gerais.
A construção da chamada “Casa do Economista” representava mais do que a criação de um espaço físico. Expressava a tentativa de aproximar entidades e reunir esforços em torno da valorização profissional, da organização da categoria e do debate sobre os rumos da Economia.
Breno também destacou a participação da entidade em discussões relacionadas à formação acadêmica, ao código de ética e à legislação profissional, além da presença de economistas em momentos relevantes da história brasileira.
A memória da profissão, portanto, não se restringe aos marcos específicos da legislação que regulamentou o exercício da Economia. Ela também está presente na participação de economistas e de suas entidades nos debates sobre os rumos do país.
A Economia nas cidades e na vida da população
A dimensão pública e social da atuação do economista foi destacada por Carlos Frederico Pinto e Neto, secretário da Fazenda do município de Contagem, que representou o prefeito Ricardo Faria na cerimônia.
Também graduado em Ciências Econômicas, o secretário ressaltou a importância da profissão no âmbito municipal, onde as decisões econômicas estão diretamente relacionadas às políticas públicas que chegam ao cotidiano da população.
“No âmbito dos municípios, a profissão de economista tem uma importância muito grande. As pessoas vivem nas cidades, as pessoas precisam das políticas públicas do município.”
Carlos Frederico defendeu ainda uma atuação profissional que considere as pessoas para além dos indicadores e das categorias utilizadas nas análises econômicas. Para ele, os profissionais das Ciências Econômicas e das áreas sociais devem buscar soluções específicas para melhorar a vida dos cidadãos.
A manifestação acrescenta uma dimensão importante à celebração dos 75 anos: o conhecimento econômico também se expressa nas decisões tomadas nos municípios, na elaboração das políticas públicas e na busca por respostas para problemas concretos da população.
Universidade, formação e produção de conhecimento
A celebração dos 75 anos ganhou um significado particular com a participação da Universidade Federal de Viçosa (UFV), que também vive um ano de marcos históricos: são 100 anos da Universidade, 50 anos do curso de Economia e 20 anos do programa de pós-graduação em Economia.
Ao longo de cinco décadas, o curso de Economia da UFV já formou mais de 1.500 economistas, profissionais que passaram a atuar no Brasil e no exterior.
Para o reitor da UFV, Demétrius David, a coincidência das datas reforça a relação entre a trajetória da profissão e o papel das universidades na formação dos economistas e na produção do conhecimento.
O reitor também apontou a necessidade de aproximar as universidades dos Conselhos de Economia. Segundo Demétrius, ainda existe entre parte dos estudantes uma compreensão limitada sobre o papel dos Conselhos, muitas vezes associados apenas à arrecadação. Para ele, é necessário apresentar às novas gerações a missão dessas instituições e ampliar o diálogo durante a formação acadêmica.
O convite para que o Corecon-MG esteja mais presente na universidade aponta para uma questão central para os próximos anos: a valorização da profissão também passa pela formação de novas gerações capazes de compreender seu papel profissional e institucional.
3º Prêmio Economia Mineira reconhece diferentes formas de contribuição
Essa perspectiva esteve presente no 3º Prêmio Economia Mineira, que reuniu diferentes dimensões da atuação econômica.
Na categoria Personalidade Econômica do Ano, o reconhecimento foi concedido a Débora Freire.
O Destaque Econômico do Ano – Academia teve como vencedora a Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) com menções honrosas para Ibmec e Universidade Federal de Uberlândia (UFU).
No Destaque Econômico do Ano – Desempenho Técnico, a Junta Comercial do Estado de Minas Gerais (Jucemg) recebeu o prêmio. Faemg e Sistema Ocemg receberam menções honrosas.
Já o Destaque Econômico do Ano – Mídia reconheceu a Rádio Inconfidência, com menções honrosas para BandNews Minas e TV Horizonte.
A presença da mídia entre as categorias do prêmio reforça o papel da comunicação na democratização da informação econômica e na aproximação entre temas que muitas vezes permanecem restritos ao ambiente técnico e acadêmico e a sociedade.
O prêmio também reconheceu a atuação das mulheres na profissão. Olga Hianni Portugal Vieira foi escolhida Mulher Economista do Ano de 2026, enquanto Rafaela Vitória e Maria de Fátima Guerra receberam menções honrosas.
Olga atua como Coordenadora-Geral de Estudos Fiscais e Socioeconômicos da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, função relacionada à produção de estudos e análises na área fiscal e socioeconômica.
O conjunto de categorias demonstra a intenção do prêmio de reconhecer diferentes formas de contribuição para a Economia: da pesquisa e da formação acadêmica à atuação técnica, da produção de informação econômica à trajetória profissional.
Instituições que fazem parte da história da Economia
A celebração dos 75 anos também foi marcada por homenagens a instituições que contribuíram para a formação de economistas, a produção de conhecimento e o desenvolvimento da Economia em Minas Gerais e no Brasil.
A Faculdade de Economia de Juiz de Fora foi homenageada pelos seus 85 anos de história. São oito décadas e meia dedicadas ao ensino, à pesquisa, à formação de economistas e à produção de conhecimento a serviço do desenvolvimento de Minas Gerais e do Brasil.
Sua trajetória teve início em 2 de abril de 1941, na Academia de Comércio, com a criação do curso superior de Administração e Finanças. Em 1943, o curso passou a denominar-se Ciências Econômicas, dando início a uma trajetória que atravessaria gerações.
Também recebeu homenagem a Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais (FACE/UFMG), instituição cuja trajetória está profundamente ligada à formação de economistas em Minas Gerais e no Brasil.
Fundada em 20 de dezembro de 1941, como entidade privada sob o nome de Faculdade de Ciências Econômicas e Administrativas de Minas Gerais, a instituição iniciou sua trajetória oferecendo, entre 1941 e 1945, o curso superior de Administração e Finanças, voltado à formação de profissionais para diferentes áreas, entre elas Economia, finanças, serviço público e administração de empresas.
Ao longo de sua história, a FACE/UFMG formou gerações de economistas que contribuíram e continuam contribuindo para Minas Gerais e para o Brasil, ocupando espaços na academia, no setor público e privado, em instituições de pesquisa e em diferentes áreas de formulação e tomada de decisões.
A Universidade Federal de Viçosa recebeu ainda duas homenagens relacionadas à sua trajetória acadêmica. O curso de graduação em Ciências Econômicas foi reconhecido pelos seus 50 anos de existência. Criado em 1976 e oficialmente reconhecido pelo Conselho Federal de Educação por meio da Portaria nº 91, de 21 de janeiro de 1980, o curso consolidou uma trajetória na formação de economistas para diferentes áreas de atuação.
A universidade também foi homenageada pelos 20 anos do Programa de Pós-Graduação em Economia, em reconhecimento à sua contribuição para a produção científica, a formação de pesquisadores e a qualificação de profissionais na área.
As homenagens à UFV integram um conjunto de marcos que tornam 2026 especialmente significativo para a instituição: além dos 100 anos da Universidade, são 50 anos do curso de Economia e 20 anos da pós-graduação.
Também foram homenageados o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), pelos 90 anos, o professor João Antônio de Paula, da UFMG, e outras instituições e trajetórias que fazem parte da construção da Economia em Minas Gerais e no Brasil.
João Antônio de Paula: uma vida dedicada à formação de economistas
Entre as homenagens especiais da cerimônia esteve a concedida ao professor João Antônio de Paula, em reconhecimento à sua trajetória e à contribuição para a construção e o fortalecimento da profissão de economista em Minas Gerais e no Brasil.
Ao longo de sua carreira, o professor contribuiu para o pensamento econômico, para a academia e, sobretudo, para a formação de diferentes gerações de economistas por meio do ensino, da pesquisa e da produção intelectual.
Em seu discurso de agradecimento, João Antônio de Paula ressaltou a dimensão pessoal da homenagem e lembrou uma trajetória de 50 anos de docência. Ao tentar dimensionar o número de estudantes com os quais teve contato ao longo desse período, afirmou ter interrompido a contagem quando chegou a 20 mil.
Mais do que quantificar uma trajetória, a lembrança serviu para destacar a dimensão humana da experiência docente. O professor ressaltou que a relação com os estudantes também foi fundamental para sua própria formação intelectual.
“Você não consegue ser um professor por tanto tempo sem aprender todo dia.”
Segundo João Antônio de Paula, mesmo uma aula cuidadosamente preparada pode ser transformada pelo encontro com os estudantes, que trazem questões capazes de provocar novas reflexões.
“Cada vez que você entra numa sala de aula, mesmo preparado bem aquilo que você quer falar, há sempre uma surpresa, uma coisa inesperada que te obriga a repensar, obriga inclusive a mudar de opinião.”
A fala do professor trouxe à cerimônia uma dimensão que ultrapassa a homenagem individual. Ela evidencia o caráter permanente da formação: professores formam estudantes, mas também são transformados pela experiência de ensinar, em um processo contínuo de construção e revisão do conhecimento.
Os próximos 75 anos passam pelos dados e pela inteligência artificial
Se a cerimônia olhou para a história da profissão, a participação do presidente do IBGE, Márcio Pochmann, trouxe o debate para um dos grandes desafios contemporâneos: a transformação provocada pelos dados e pela inteligência artificial.
A discussão partiu da experiência do IBGE na produção e divulgação de informações estatísticas e chegou aos desafios colocados pela crescente capacidade de cruzamento e processamento de dados.
Um dos pontos destacados foi o risco de reidentificação de pessoas a partir da combinação de diferentes bases de dados, mesmo quando informações isoladas não permitem sua identificação.
Para Pochmann, esse cenário exige novas respostas das instituições responsáveis pela produção estatística e coloca em debate a relação entre acesso à informação, pesquisa, formulação de políticas públicas e proteção dos dados.
Mas a questão vai além das estatísticas oficiais.
As grandes plataformas digitais acumulam diariamente informações sobre hábitos, deslocamentos, preferências e comportamentos. Esse processo produz uma concentração de dados que, segundo Pochmann, precisa ser analisada também sob a perspectiva do desenvolvimento e da autonomia nacional.
“O Brasil hoje não tem soberania dos seus dados.”
O debate coloca novas questões para os economistas: quem produz os dados, quem os armazena, quem pode processá-los e quem controla as tecnologias capazes de transformar esses dados em informação e conhecimento?
São perguntas que passam a integrar uma agenda econômica na qual tecnologia, informação e soberania nacional estão cada vez mais relacionadas.
75 anos olhando para os próximos 75
As diferentes falas e homenagens realizadas durante o 3º Prêmio Economia Mineira construíram uma trajetória que vai além da celebração de uma data.
A história lembrada por Carolina Rocha Batista remete às raízes da profissão e à mobilização que antecedeu a regulamentação de 1951. Breno Leandro recuperou a construção da representação profissional em Minas Gerais. Carlos Frederico Pinto e Neto destacou a presença da Economia nas políticas públicas municipais e sua relação direta com a vida dos cidadãos. Demétrius David colocou a universidade no centro desse processo, destacando a formação e a produção de conhecimento. João Antônio de Paula trouxe a experiência de quem dedicou cinco décadas à formação de economistas. Márcio Pochmann apontou para desafios que já fazem parte do presente, como inteligência artificial, dados e soberania digital.
São diferentes dimensões de uma mesma história.
A profissão que se consolidou juridicamente em 1951 encontra, 75 anos depois, um país diante de transformações econômicas, tecnológicas e institucionais que exigem novos conhecimentos e novas formas de atuação.
Por isso, celebrar os 75 anos também significa perguntar qual será o papel do economista nos próximos 75 anos.
O 3º Prêmio Economia Mineira mostrou que essa construção continuará sendo coletiva: pelas universidades, pelas instituições de pesquisa, pelos órgãos públicos e privados, pelas entidades profissionais, pela mídia, pelas mulheres economistas e, sobretudo, pelas novas gerações que estão chegando à profissão.
Celebrar o passado, reconhecer o presente e construir o futuro da Economia.
Veja o registro fotográfico da celebração, clique aqui.
13 de agosto: Dia do Economista!
Há 75 anos, a profissão de economista foi regulamentada no Brasil. Desde então, o país mudou — e a Economia também.
Ao longo dessas décadas, economistas estiveram presentes nos grandes momentos da história brasileira: no planejamento e na formulação de políticas públicas, nas empresas e organizações, na pesquisa e na academia, no desenvolvimento regional e na busca por respostas aos desafios de cada tempo.
Hoje, novos cenários trazem novas perguntas e ampliam os campos de atuação da profissão. Sustentabilidade, inovação, transformação tecnológica, educação financeira e desenvolvimento fazem parte de uma Economia cada vez mais conectada com as mudanças da sociedade.
Neste 13 de agosto, o Sistema Cofecon/Corecons celebra os 75 anos da regulamentação da profissão e, sobretudo, todos os economistas que ajudam a interpretar o presente e construir o futuro do Brasil.
75 anos. Um compromisso permanente com o Brasil.
Parabéns, Economistas!
Corecon-MG celebra 75 anos da regulamentação da profissão de economista. Inscreva-se!
O Conselho Regional de Economia de Minas Gerais (Corecon-MG) convida economistas, estudantes, profissionais, representantes de instituições e demais interessados para a celebração dos 75 anos da regulamentação da profissão de economista no Brasil, que será realizada no dia 13 de agosto de 2026, às 18h30, na sede do Conselho, em Belo Horizonte.
A programação terá como um de seus momentos centrais a cerimônia do 3º Prêmio Economia Mineira, iniciativa do Corecon-MG que reconhece profissionais e instituições por suas contribuições à Economia, à valorização da profissão e ao desenvolvimento econômico e social de Minas Gerais.
A comemoração dos 75 anos remete à Lei nº 1.411, de 13 de agosto de 1951, marco da regulamentação do exercício profissional no país. Mais do que recordar essa trajetória, o encontro pretende reunir diferentes gerações de economistas e aproximar profissionais, estudantes e instituições em torno do papel da Economia e dos desafios que se apresentam à profissão.
Inscreva-se e participe
A participação no evento requer inscrição prévia, realizada por formulário eletrônico.
Data: 13 de agosto de 2026
Horário: 18h30
Local: Sede do Conselho Regional de Economia de Minas Gerais – Corecon-MG
Endereço: Rua Paraíba, 777 – Savassi – Belo Horizonte/MG
Participe deste encontro e celebre conosco os 75 anos da regulamentação da profissão de economista no Brasil e o reconhecimento promovido pelo 3º Prêmio Economia Mineira.
Corecon-MG comemora os 75 anos da profissão de economista com o 3º Prêmio Economia Mineira
Celebrar o passado, reconhecer o presente e inspirar o futuro da Economia.
Em 2026, a profissão de economista completa 75 anos de regulamentação no Brasil, um marco que simboliza a contribuição dos economistas para o desenvolvimento econômico, social e institucional do país.
Como parte das comemorações desta data histórica, o Conselho Regional de Economia de Minas Gerais (CORECON-MG) realiza o 3º Prêmio Economia Mineira, iniciativa que reconhece profissionais, instituições e organizações que, por sua atuação, contribuem para o fortalecimento da ciência econômica, da formação de economistas, da gestão pública, do setor produtivo e da comunicação especializada.
Nesta etapa da premiação, apresentamos os candidatos de cada categoria. Conheça os concorrentes e participe deste momento de valorização da profissão de economista e das instituições que ajudam a construir uma economia mais forte para Minas Gerais e para o Brasil.
Personalidade Econômica do Ano
- Débora Freire
Destaque Econômico do Ano – Academia
- IBMEC
- Universidade Federal de Uberlândia (UFU)
- Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP)
Destaque Econômico do Ano – Desempenho Técnico
- Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (FAEMG)
- Junta Comercial do Estado de Minas Gerais (JUCEMG)
- Sistema Ocemg
Destaque Econômico do Ano – Mídia
- BandNews Minas
- Rádio Inconfidência
- TV Horizonte
Mulher Economista do Ano
- Rafaela Vitória
- Olga Hianni Portugal Vieira
- Maria de Fátima Guerra
Além das categorias competitivas, a cerimônia comemorativa dos 75 anos da profissão de economista no Brasil prestará homenagens especiais a instituições e personalidades cujas trajetórias contribuem para o fortalecimento da Economia e da profissão, entre elas: IBGE (90 anos), Professor João Antônio de Paula, UFJF (85 anos da Faculdade de Economia), UFMG (85 anos da FACE), COFECON, UFV (100 anos da Universidade, 50 anos do Curso de Economia e 20 anos da pós-graduação).
Convidamos economistas, estudantes e toda a sociedade a conhecerem os concorrentes, acompanharem as homenagens e celebrarem conosco os 75 anos da profissão de economista no Brasil, reconhecendo aqueles que contribuem para o desenvolvimento da Economia Mineira e para o avanço da ciência econômica.
A votação estará disponível até o dia 3 de agosto, às 17 horas. Vote, participe e faça parte da celebração dos 75 anos da profissão de economista no Brasil. 3º Prêmio Economia Mineira: Reconhecendo quem transforma a Economia.
Prazo final para votação: 3 de agosto de 2026, às 17h. Economista, clique aqui e escolha. Estudante, clique aqui e vote.
Corecon-MG celebra os 75 anos da profissão de economista com a realização do 3º Prêmio Economia Mineira
O Conselho Regional de Economia de Minas Gerais (Corecon-MG) realizará, no dia 13 de agosto, às 19 horas, no auditório do Corecon-MG, a cerimônia de entrega do 2º Prêmio Economia Mineira, iniciativa que reconhece e valoriza instituições, personalidades e profissionais que contribuem significativamente para o desenvolvimento da economia no estado.
A solenidade também irá comemorar os 60 anos de fundação do Corecon-MG, em um evento que busca reunir economistas, representantes de entidades públicas e privadas, autoridades acadêmicas, profissionais da comunicação e parceiros institucionais.
Serão homenageados personalidades e instituições, nas seguintes categorias: Personalidade Econômica, Destaque Academia, Destaque Técnico e Destaque Mídia.
A presidente do Corecon-MG, Carolina Rocha Batista, destaca a importância da premiação como forma de reconhecer contribuições relevantes para a ciência econômica e a sociedade mineira. “Celebrar 60 anos de história é reafirmar o nosso compromisso com a ética, o conhecimento e o desenvolvimento regional. E fazer isso homenageando quem atua com excelência em diferentes frentes da economia é motivo de orgulho para todos nós”, afirmou.
A cerimônia contará ainda com uma homenagem especial às seis décadas de atuação do Conselho, com a presença de representantes de entidades parceiras, como o Corecon Acadêmico MG, o Sindecon-MG (Sindicato dos Economistas), a Associação Brasileira de Economistas pela Democracia (ABED) e a Assemg (Associação dos Economistas de Minas Gerais).
O Prêmio Economia Mineira reforça o papel do Corecon-MG como agente ativo na valorização da profissão de economista e na promoção do debate econômico qualificado em Minas Gerais. A participação é aberta, acesse o link e confirme sua presença.
Corecon-MG publica nota de pesar pelo Falecimento do economista José Afonso Bicalho Beltrão da Silva
O Conselho Regional de Economia de Minas Gerais (Corecon-MG) manifesta profundo pesar pelo falecimento do economista José Afonso Bicalho Beltrão da Silva, ocorrido em 6 de julho de 2026.
Trajetória
Presidente do Corecon-MG nos anos de 1987 e 1988, José Afonso construiu uma trajetória de grande relevância para a economia mineira, destacando-se pela atuação na administração pública e pelo compromisso com a gestão das finanças do Estado.
Entre 2015 e 2018, foi secretário de Estado de Fazenda no governo Fernando Pimentel, contribuindo para a condução da política fiscal de Minas Gerais em um período de grandes desafios. Seu legado de competência, ética e dedicação à profissão e ao serviço público permanecerá como referência para a economia mineira.
Pesar
O Corecon-MG se solidariza com familiares, amigos e colegas, expressando suas mais sinceras condolências.]
Corecon-MG abre inscrições para submissão de artigos para o 1º Seminário de Mulheres na Ciência
Sua pesquisa pode transformar a Economia. Dê visibilidade ao seu trabalho.
O Conselho Regional de Economia de Minas Gerais (Corecon-MG) convida pesquisadoras, economistas, docentes e estudantes a participarem do 1º Seminário Mulher Economista de Minas Gerais, um espaço criado para valorizar a produção científica, promover o intercâmbio de conhecimentos e fortalecer o protagonismo feminino na Ciência Econômica.
Se você desenvolve pesquisas que contribuem para a compreensão dos desafios econômicos e para a construção de soluções inovadoras, esta é a oportunidade de apresentar seu trabalho a um público qualificado e ampliar o alcance da sua produção acadêmica.
Além de integrar a programação científica do seminário, os melhores artigos serão reconhecidos pelo Prêmio Mulher Economista na Ciência de Minas Gerais.
Premiação
🥇 1º lugar: R$ 2.000,00
🥈 2º lugar: R$ 1.500,00
🥉 3º lugar: R$ 1.000,00
Datas importantes
📅 Submissão de artigos: até 10 de agosto de 2026
📍 Seminário: 3 e 4 de setembro de 2026, em Belo Horizonte
O 1º Seminário Mulher Economista de Minas Gerais será um ambiente de diálogo, troca de experiências e valorização da pesquisa, reunindo profissionais, pesquisadoras, docentes e estudantes comprometidos com a produção de conhecimento e com o desenvolvimento econômico e social.
Sua pesquisa pode inspirar novas ideias, influenciar debates e contribuir para transformar a Economia.
Submeta seu artigo e faça parte deste importante encontro científico. Acesse o edital aqui e inscreva seu artigo.
Corecon-MG apoia o Prêmio FIEMG de Economia e incentiva a participação de estudantes e pesquisadores
O Conselho Regional de Economia de Minas Gerais (Corecon-MG) apoia o Prêmio FIEMG de Economia, iniciativa que reconhece e valoriza estudos, pesquisas e contribuições relevantes para o pensamento econômico e para o desenvolvimento de Minas Gerais.
A parceria entre o Corecon-MG e a FIEMG representa uma importante oportunidade para ampliar a divulgação da premiação junto a economistas, estudantes de Ciências Econômicas, pesquisadores e profissionais da área, fortalecendo a participação da comunidade econômica mineira.
Mais do que uma premiação, o Prêmio FIEMG de Economia é um espaço de incentivo à produção acadêmica, ao debate de ideias e à valorização de novos talentos que contribuem para compreender os desafios e oportunidades da economia.
O Corecon-MG convida sua rede de profissionais, instituições de ensino e estudantes a conhecerem a iniciativa e participarem desta importante ação de valorização do conhecimento econômico.
Participe e faça parte desse movimento de fortalecimento da economia mineira. Saiba mais sobre a premiação e se inscreva, acesse aqui.
