Consolidado como um dos principais encontros acadêmicos da área em Minas Gerais, o seminário fortaleceu a integração entre estudantes e estimulou reflexões sobre os desafios econômicos, sociais e políticos do Brasil.
Entre os dias 29 e 31 de maio de 2026, Belo Horizonte recebeu o 6º Seminário dos Estudantes de Economia de Minas Gerais e Relações Econômicas Internacionais, reunindo estudantes, professores, economistas e representantes de entidades da categoria para debater temas fundamentais para o desenvolvimento econômico e social do Brasil.
Na abertura do evento, foi destacada a importância do seminário como um espaço de formação, diálogo e construção coletiva do conhecimento econômico. A iniciativa, organizada pelo Corecon Acadêmico com apoio do Sistema Cofecon/Corecon e de diversas instituições parceiras, já se consolidou como um dos principais encontros estudantis da área econômica em Minas Gerais.
Representando a Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), a professora Paula Margarita Andrea Caris Bustamante ressaltou que o seminário é aguardado anualmente pelos estudantes e constitui uma oportunidade singular de reflexão sobre a formação acadêmica e os desafios enfrentados pelos cursos de Economia no estado.
“É um encontro em que passamos a refletir sobre o nosso curso, sobre o nosso estado e sobre as discussões que estão acontecendo nas universidades. Voltamos para nossas instituições levando essas reflexões adiante”, destacou.
O coordenador do curso de Economia da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), professor Eduardo Rodrigues de Castro, enfatizou o papel do evento na integração entre estudantes de diferentes instituições e na discussão de temas relevantes para a sociedade brasileira.
“É fundamental que os estudantes tenham espaços de integração e debate sobre questões que impactam diretamente a economia e a vida da população. O seminário cumpre esse papel de forma exemplar”, afirmou.
A presidente do Conselho Federal de Economia (Cofecon), Tania Cristina Teixeira, chamou a atenção para a relevância dos temas escolhidos para esta edição, especialmente aqueles relacionados ao trabalho, à política, à sustentabilidade e à construção de uma sociedade mais justa.
“Uma sociedade que não cria espaços para discutir política, trabalho e sustentabilidade está condenada a repetir desigualdades. Nós, economistas, temos a responsabilidade de pensar o desenvolvimento do país, as condições de vida da população e o fortalecimento da democracia”, ressaltou.
Em sua fala, Tania também incentivou o protagonismo estudantil e destacou a importância da participação dos jovens na construção de espaços de debate e formulação de propostas para o futuro da profissão e do país.
Representando o Sindicato dos Economistas de Minas Gerais (Sindecon-MG), o economista Breno Leandro do Carmo Correia destacou a abrangência dos temas debatidos durante o seminário, incluindo orçamento público, transparência, mercado de trabalho, relações internacionais e a modernização da legislação profissional dos economistas.
Segundo ele, a Economia é uma ciência que exige formação contínua e capacidade analítica para compreender fenômenos complexos e suas interações com outras áreas do conhecimento.
“A profissão do economista exige estudo permanente e uma compreensão ampla da realidade. É uma ciência que dialoga com diversas áreas e nos permite desenvolver um olhar crítico sobre os desafios econômicos e sociais do país”, afirmou.
A presidente do Corecon-MG, Carolina Rocha Batista, destacou o papel social da profissão e a necessidade de que os economistas estejam comprometidos com a compreensão e o enfrentamento das desigualdades econômicas e sociais.
“A Economia nos oferece instrumentos para compreender a realidade e atuar na transformação dela. Independentemente da área de atuação escolhida, o economista carrega consigo a responsabilidade de contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e menos desigual”, destacou.
Carolina também reforçou a importância da valorização profissional e do Projeto de Lei nº 3.178/2019, que propõe a modernização da legislação da profissão de economista.
“Nossa legislação precisa dialogar com as transformações ocorridas no mercado de trabalho e na própria Economia. Modernizar a lei é fortalecer o reconhecimento e a valorização dos economistas brasileiros”, observou.
Em sua saudação institucional, a presidente do Corecon-MG também ressaltou que o seminário representa muito mais do que uma atividade acadêmica.
“Este evento vai além da transmissão de conhecimento. É um ambiente de construção conjunta do saber, de troca de experiências, de fortalecimento do pensamento crítico e de valorização da nossa profissão.”
Ao longo dos três dias de programação, os participantes debateram temas relacionados ao desenvolvimento econômico, desigualdade social, mercado de trabalho, orçamento público, sustentabilidade, geopolítica, relações econômicas internacionais e os desafios contemporâneos da economia brasileira e mundial.
O 6º Seminário dos Estudantes de Economia de Minas Gerais reafirmou, assim, seu papel como espaço de formação cidadã, integração acadêmica e fortalecimento da Ciência Econômica, contribuindo para a preparação de profissionais cada vez mais qualificados, críticos e comprometidos com o desenvolvimento do Brasil.


